• Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • LOJA
domingo, 8 de novembro de 2026
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Início Meu Dinheiro

Big Techs se juntam a cartões de crédito para atacar o Pix

Carla Santiago por Carla Santiago
29 de julho de 2025
em Meu Dinheiro
Big Techs se juntam a cartões de crédito para atacar o Pix

Fonte: Photo For Everything/Shutterstock

75
compartilhamentos
1.2k
visualizações

Quando eu morava nos Estados Unidos em 2022, fiquei bastante chocada com o sistema de pagamentos digitais implementado no país. Ter dólares na carteira já era quase inútil, pois poucos estabelecimentos aceitavam e meus colegas sempre me olhavam com aquela cara de “lá vem ela com papel”. O problema é que a alternativa digital era péssima: existem vários sistemas diferentes, todos privados, e eles não se comunicam entre si. Assim, se você é cliente do Zelle, por exemplo, não consegue enviar dinheiro para o Venmo, e vice-versa. Quando saíamos para restaurante, por exemplo, era uma briga sobre quem pagaria a conta e como os demais poderiam transferir o resto. Não existe nos EUA um sistema de pagamento público, universal e gratuito, como o Pix.

É isso que acontece quando um governo deixa as empresas assumirem controle da sociedade.

Agora, as Big Techs parecem querer ampliar a pressão sobre o Pix, para eliminar essa política pública de sucesso, da maneira como a conhecemos hoje. Não está escrito na carta de Donald Trump, nem no relatório da CCIA que revelamos aqui há algumas semanas, mas esse foi claramente o tema central da reunião feita na semana passada com o vice-presidente e Ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin. Para começar, a reunião contou não apenas com as Big Techs mais conhecidas e ativas no Brasil – Meta, Google, Apple – mas também reuniu dois executivos da Visa, e o um da Expedia.

Alckmin saiu dizendo que as empresas vieram com um papo de “Pix para todos”. “Nada impede que outras empresas participem da forma de pagamento. Elas falaram que defendem o Pix para todos. O que é importante? É que tem que ser de graça”, disse o ministro, segundo a Agência Brasil.

O que se lê nas entrelinhas é que as empresas querem participar do Pix, rompendo o monopólio do Banco Central, mas também querem arrumar um jeito de cobrar pelo serviço.

Sabe-se muito pouco o que querem de fato essas empresas americanas. Embora haja notícias de que a criação do Pix irritou principalmente a Meta, que esperava que o WhatsApp Pay fosse dominar o mercado brasileiro antes de uma política pública, agora que o Pix domina o mercado – e é usado por bancos, inclusive para fazer empréstimos – não está claro o que as empresas querem que o governo faça para “reduzir” a vantagem competitiva do Pix.

Na semana passada, o economista americano Paul Krugman escreveu em um artigo que o Brasil pode ter inventado o dinheiro do futuro, justamente pela facilidade de usar e pela centralização no Banco Central. “Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões”, diz.

O que está claro é que o Pix, desde o governo Bolsonaro, tem sido usado como um dos poucos avanços tecnológicos do bem que o Brasil tem compartilhado amplamente com outros países. “É um sucesso, um exemplo para o mundo. Muita gente vem para o Brasil para ver como fazer”, afirmou Alckmin.

É fato. Em 2022, o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o banco iria abrir os protocolos do Pix para quaisquer bancos centrais copiarem de graça. O Pix já é aceito na Argentina, no México, e em outros países vizinhos, e existem startups regionais trabalhando para fazer a ligação entre sistemas de pagamentos locais e o Pix.

Internamente, além da frustração dos planos da meta de adotar o velho “winner takes all”, controlando o mercado de pagamentos instantâneos com o WhatsApp Pay, o Pix causou dor de cabeças para as empresas de cartões do crédito, que perderam a liderança de dos pagamentos para compras pela internet, por exemplo. No ano passado, as transações em Pix ultrapassaram pagamentos em boleto, cartões e cheques. Em todas essas modalidades, os bancos e operadoras ganhavam uma porcentagem da transação.

Mas, como sempre, o buraco é mais embaixo.

Assim como o UPI (Unified Payments Interface), sistema de pagamento desenvolvido pela Corporação Nacional da Índia, que hoje é aceito em dezenas de países e tem mais de meio bilhão de usuários, o Pix tem grande potencial para se tornar um modo de pagamento regional – ampliando a influência brasileira, algo que, como sabemos, sempre incomodou os Estados Unidos.

Trata-se de mais um capítulo na frente de batalha que tem as criptomoedas como componente importante nas ações do governo Trump: o futuro do dinheiro no mundo digital, e quem vai mandar nele.

Tags: dinheiro

Posts Relacionados

Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas orienta sobre investimentos no governo Lula 4

por Carla Santiago
7 de novembro de 2026
0
Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas orienta sobre investimentos no governo Lula 4

O cenário de juros elevados no Brasil testa o investidor a manter uma posição confortável na renda fixa. Afinal, com...

Ler maisDetails

Com menus acima dos R$ 1,7 mil, dois restaurantes brasileiros estão entre os melhores do mundo no 50 Best; veja quanto custam

por Carla Santiago
6 de novembro de 2026
0
Com menus acima dos R$ 1,7 mil, dois restaurantes brasileiros estão entre os melhores do mundo no 50 Best; veja quanto custam

Conhecer os dois restaurantes brasileiros que figuram entre os melhores do mundo exige um orçamento de pelo menos R$ 1,6...

Ler maisDetails

Não dá para controlar os juros, mas dá para defender a empresa: a sugestão de Roberto Sallouti, CEO do BTG, para o empreendedor

por Carla Santiago
5 de novembro de 2026
0
Não dá para controlar os juros, mas dá para defender a empresa: a sugestão de Roberto Sallouti, CEO do BTG, para o empreendedor

Em um cenário marcado por juros elevados, incertezas fiscais e transformações na economia global, o empresário não consegue controlar todas...

Ler maisDetails

Nem Zurique, nem Amsterdã: a cidade mais segura para visitar em 2027 é…

por Carla Santiago
4 de novembro de 2026
0
Nem Zurique, nem Amsterdã: a cidade mais segura para visitar em 2027 é…

Montreal, no Canadá, desbancou Reykjavik, na Islândia, e assumiu o primeiro lugar no ranking das cidades mais seguras do mundo...

Ler maisDetails

De acordo com um estudo do Fed de San Francisco, El Niño representa um “risco significativo” de elevação da inflação em 2027

por Carla Santiago
3 de novembro de 2026
0
De acordo com um estudo do Fed de San Francisco, El Niño representa um “risco significativo” de elevação da inflação em 2027

O fenômeno climático El Niño, que pode causar um aumento recorde nas temperaturas oceânicas nos próximos meses, representa um “risco...

Ler maisDetails

O Casamento Vermelho dos mercados: como lidar com os fundos imobiliários (FIIs) após as eleições

por Carla Santiago
2 de novembro de 2026
0
O Casamento Vermelho dos mercados: como lidar com os fundos imobiliários (FIIs) após as eleições

O mercado financeiro brasileiro chegou às eleições de 2026 em clima de otimismo. A queda dos juros futuros e a...

Ler maisDetails
Ver mais

Posts Recentes

  • Seis cidades cearenses com mais de R$ 50 milhões em compras pela internet registram aumento de até 50% no faturamento
  • Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas orienta sobre investimentos no governo Lula 4
  • Nvidia pode enfrentar uma Washington mais adversa após as eleições: relatório

Navegue por Categoria

  • Brasil
  • Cripto
  • Economia
  • ESG
  • Exterior
  • FII
  • Investimentos
  • Meu Dinheiro
  • Negócios
  • Nordeste
  • Nordeste Investing
  • Seja um Investidor

Receba nossas novidades no seu e-mail!

Se inscrevendo, você concorda com as nossas políticas de privacidade e nossos termos de serviço.

O Nordeste Investing preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

Contato

[email protected]

Notícias

  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos (Brasil)
  • Investimentos (Exterior)
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG

Institucional

  • Sobre Nós
  • Aprenda
  • Políticas de Privacidade

© 2023 Nordeste Investing – Todos os direitos reservados.

 

IMPORTANTE: O portal Nordeste Investing (o “Portal”), sociedade limitada está registrada sob o CNPJ 53.942.232/0001-25.

O Nordeste Investing não é uma Corretora de Valores nem Casa de Análises. Nenhuma informação apresentada constitui uma recomendação do Nordeste Investing, publicamos matérias de cunho jornalístico, que visam a democratização da informação. Nossas publicações devem ser compreendidas como boletins anunciadores e divulgadores, e não como uma recomendação de investimento.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Seja um Investidor
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • Colunistas
  • Sobre nós
  • LOJA
Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Veja nossa Política de Cookies e Privacidade.