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Nesta terça-feira (02) chegou ao Brasil a fintech britânica Revolut, considerada o “Nubank da Europa”, devido sua alta popularidade po lá. Além do roxinho, ele será concorrente de outros neobancos como C6 Bank e Inter.
Atualmente, possui mais de 28 milhões de clientes e está presente em mais de 35 países. A Revolut oferece uma conta digital, com investimentos internacionais, suportando até 27 moedas.
A Fintech terá ainda cartão de débito sob a bandeira Visa, além de acesso a 90 criptomoedas e câmbio. O banco vai usar os serviços de banking as a service do Bexs, mas já solicitou ao Banco Central uma licença de sociedade de crédito direto (SCD). A operação internacional do banco apostará na conversão de moedas 24 horas por dia, até mesmo nos fins de semana.
A empresa também proporcionará cartão pré-pago e recursos para viagens em grupo, possibilitando a divisão de gastos automática entre os usuários.
Em entrevista ao Estadão, Glauber Mota, CEO da Revolut, disse que o volume de gastos dos brasileiros no exterior mais que dobrou em 2022, totalizando US$ 12 bilhões. Por isso, o objetivo é construir um “superapp financeiro”, para facilitar a vida dos clientes brasileiros que precisam ter mais de uma plataforma para lidar com transações no exterior.
Criptoativos
Em um cenário competitivo de bancos digitais no país, o CEO indica que a chegada “tardia” no Brasil pode ser um ponto positivo. Segundo o executivo, por a Revolut ter sido fundada há sete anos, houve tempo para amadurecer a oferta dos produtos. Além disso, outro fator é a ampla digitalização dos consumidores.
Um de seus diferenciais está nos criptoativos, que hoje mais de 10 milhões de investidores pessoa física. O banco oferece funções ordens de compra automáticas, “stop loss”, aportes recorrentes, entre outras, de forma simples e segura. Fora isso, irá oferecer cursos educacionais sobre estas moedas digitais, onde os estudantes terão direito a prêmios, caso completem os cursos e passem nos testes. A princípio, a recompensa será na forma do token polkadot.
No momento a fintech não oferece empréstimos ou cartão de crédito, mas já trabalha para conseguir aprovação junto ao Banco Central para operar crédito.






