Em meados de abril do ano passado, o megainvestidor Warren Buffett recomendou comprar ações no Japão. Ele tinha razão. Na quinta-feira (22), o principal índice acionário do país asiático, o Nikkei 225, atingiu recorde e ultrapassou níveis que não eram vistos desde 1989. Desde a declaração de Buffett, o índice do país se valorizou mais de 40%.
Mas quais empresas japonesas seriam equivalentes às Sete Ações Magníficas dos Estados Unidos, nome dado ao grupo de grandes empresas de tecnologia que vem se destacando entre as ações do índice das 500 maiores empresas americanas, o S&P 500? Em um relatório, os analistas do banco Goldman Sachs fizeram o cálculo e até deram um nome adaptado para o grupo: as ‘Sete Samurais’.
Os analistas se concentraram nas ações mais líquidas no Japão (com volume diário médio de mais de US$ 50 milhões), que estiveram entre os papéis com melhor desempenho, tanto no acumulado do ano quanto nos últimos 12 meses, e que não registraram prejuízos operacionais ou líquidos desde 2020 (o que exclui o Softbank da lista).
Veja abaixo a lista de sete ações:
1) Dainippon Screen (7735)
Companhia de eletrônica e semicondutores sediada em Kyoto, as ações subiram 271% no último ano.
2) Advantest Corp (6857; ATEYY)
Fabricante de equipamentos de teste automático para a indústria de semicondutores e de instrumentos de medição utilizados na concepção, produção e manutenção dos sistemas eletrônicos, registra alta de 159% no último ano.
3) Disco Corp (6146/ DSCSY)
Fabricante de ferramentas de precisão, especialmente para a indústria de produção de semicondutores, os papéis se valorizaram 228%.
4) Tokyo Electron (8035/ TOELF)
Fabricante japonesa de semicondutores sediada em Akasaka, tem alta de 129% nos últimos 12 meses.
5) Toyota (TM)
Fabricante de automóveis com sede na província de Aichi, valorização de 66% no último ano.
6) Subaru (7270/ FUJHF)
Empresa automobilística, com alta de 52% no último ano.
7) Mitsubishi (8058)
Fabricante de carros e caminhões com sede em Minato, Tóquio, com valorização de 107% nos últimos 12 meses.
Os analistas do banco de investimento pontuam que existe um viés evidente para o setor de semicondutores entre os nomes, o que pode exigir ajustes futuros. “Mas ainda acreditamos que este seja um bom ponto de partida”.
O crescimento das vendas teve a maior contribuição de longe para o desempenho superior das ‘Sete Magníficas’ desde 2020. Em contraste, a alta dos ‘Sete Samurais’ tem sido predominantemente impulsionada pela expansão dos múltiplos de avaliação – ou seja, o mercado está pagando mais caro por elas quando se compara valor de mercado e lucro obtido.
“Isso está se mostrando um desafio para investidores fundamentalistas e orientados pelo valor, que estão achando cada vez mais difícil justificar pagar mais pelos múltiplos desse grupo restrito de nomes japoneses com desempenho superior”, concluem.
Fonte: Valor Investe






