O Porto de Fortaleza, administrado pela Companhia Docas do Ceará (CDC) apoia sua operação no tripé do ESG – preservação do meio ambiente, responsabilidade social e governança. Entre as estratégias desenvolvidas no terminal portuário estão desde o monitoramento das águas do mar do Mucuripe, onde está localizado, até o acordo internacional com a instituição ValenciaPort para o processo de descarbonização. “Eu espero que o Porto de Fortaleza possa zerar as emissões de carbono até 2050”, projeta o presidente da CDC, Lúcio Gomes.
Um passo importante dado na direção da transição energética é o contrato já assinado com a Fundación de la Comunidad Valenciana para la Investigación, Promoción y Estudios Comerciales de Valenciaport, a ValenciaPort.
A Fundação é vinculada à Autoridade Portuária de Valência, na Espanha, e reconhecida internacionalmente como organização líder nos temas de inovação e gestão aplicada a logística portuária.
Desde sua criação, já desenvolveu projetos em mais de 60 países, principalmente na Europa, Ásia e América Latina. A Fundação conta com 70 profissionais, todos com alto nível de capacitação.
Já o Porto de Valência é o maior da Espanha, e um dos maiores do mundo, com 5 milhões de TEUs (unidade equivalente a 1 contêiner de 20 pés) e com movimento de 70 milhões de toneladas, por ano.
Segundo o acordo firmado entre as partes, a instituição espanhola prestará assistência técnica à CDC no diagnóstico e avaliação das emissões de CO2 (Pegada de Carbono/Carbon Footprint) relacionadas à operação dos terminais portuários do Porto de Fortaleza (Mucuripe).
O Plano de Descarbonização vai atuar para a redução dessas emissões de gases de efeito estufa (GEE), de acordo com os objetivos estabelecidos pela CDC. “Com esse contrato, a Companhia Docas do Ceará está seguindo um planejamento baseado em práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), com vistas a promover a sustentabilidade a longo prazo e agregar valor para todas as partes interessadas, incluindo acionistas, funcionários e sociedade em geral”, disse o presidente da CDC.
De acordo com informações da Companhia Docas, o Porto de Fortaleza recebe, por mês, uma média de 55 navios movidos a motor, o que gera emissão de dióxido de carbono (CO2). O terminal portuário da capital cearense também recebe uma média de 300 caminhões por dia, na entressafra de frutas – na safra, a quantidade chega a dobrar. Além disso, uma linha ferroviária faz parte da estrutura de acesso ao Terminal.
O Plano de Descarbonização consiste no trabalho de consultoria que dará respostas precisas sobre a quantidade de CO2 emitida no Porto de Fortaleza. Da mesma forma, serão estudadas as ações e boas práticas possíveis de serem implementadas no Porto. Essas propostas incluirão linhas de ação estratégicas para a redução dos gases de efeito estufa (GEE) e boas práticas para sua redução.
Qualidade da água
Neste mês de setembro, a Companhia Docas do Ceará conduziu um monitoramento ambiental na bacia de evolução do Porto de Fortaleza. A iniciativa teve o objetivo de avaliar a qualidade da água e identificar possíveis espécies exóticas.
De acordo com a equipe técnica do Porto, foram coletadas amostras em cinco pontos da bacia, com análise de parâmetros, como transparência da água, salinidade, pH, e a presença de algas, cianobactérias, crustáceos, larvas de peixes, além de verificar organismos presentes no sedimento do fundo do mar.
A equipe responsável pelo trabalho incluiu três biólogos do Porto de Fortaleza, além de quatro tripulantes de um barco de pesca adaptado, sob a supervisão da consultora ambiental.
O monitoramento visa, não apenas avaliar a qualidade da água, mas também realizar uma análise qualitativa e quantitativa dos organismos coletados, como parte dos esforços contínuos de proteção ao ecossistema e manutenção da qualidade ambiental da região. Os resultados desse monitoramento serão divulgados entre 30 e 45 dias.
O Indústria Sustentável é uma realização do Instituto Dr. Albino Nogueira e promoção do Grupo Otimista, com patrocínio de Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).






