O Ibovespa encerrou o pregão da última segunda-feira em queda, pressionado pelas preocupações com a inflação e pela repercussão de resultados corporativos divulgados nos últimos dias. O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,19%, fechando aos 181.908 pontos, no menor nível desde o fim de março.
O mercado acompanhou com cautela o avanço das expectativas inflacionárias, em meio à alta dos preços do petróleo no cenário internacional, impulsionada pelas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento reforçou as preocupações dos investidores sobre os próximos passos da política monetária brasileira e a possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo.
No cenário corporativo, a temporada de balanços também influenciou o desempenho da bolsa. Papéis de empresas ligadas ao consumo e ao setor de telecomunicações estiveram entre as maiores quedas do dia, enquanto investidores reagiram aos resultados trimestrais abaixo das expectativas em alguns segmentos.
As ações mais sensíveis aos juros voltaram a sofrer pressão, refletindo o aumento da aversão ao risco no mercado doméstico. Mesmo resultados considerados robustos em parte do setor financeiro não foram suficientes para sustentar o índice em território positivo.
O dólar teve leve variação frente ao real, encerrando praticamente estável, enquanto agentes financeiros seguem atentos aos indicadores de inflação tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões futuras dos bancos centrais.






