O processo de aperto monetário nos Estados Unidos e as expectativas em torno de estímulos para a economia chinesa beneficiaram os investimentos em mercados emergentes, o que fez com que os fundos internacionais que alocam recursos nessa temática estejam entre os destaques no mês. No entanto, o maior rendimento ainda está nas carteiras que concentram investimentos em ações do segmento de inteligência artificial – ou seja, os papéis listados na Nasdaq.
Um relatório elaboradora pela XP detalha o desempenho de diversas categorias de fundos de investimento internacionais. A maior parte das carteiras tem rendimento positivo, refletindo o rali do mercado acionário nesse primeiro semestre do ano. Esse desempenho ocorre apesar do receio de uma recessão nos Estados Unidos como consequência do aumento dos juros por parte do Fed (Federal Reserve, o banco central americano).
“Neste ano, apesar do cenário global ainda desafiador, com riscos de recessão lá fora, continuamos a observar uma onda de otimismo tomando os mercados em geral. Dados de performance até o dia 14 de junho mostram que todas as classes de fundos internacionais estão acompanhando a alta observada nas principais bolsas globais”, indica o documento.
Os Estados Unidos têm a maior indústria de fundos do fundo, representando 49% (US$ 31,6 bilhões) do patrimônio líquido global. O Brasil está na oitava colocação, respondendo por uma fatia de 3,24% (US$ 2 trilhões)
Com base em dados da plataforma Quantum Axis, o relatório mostra que os fundos internacionais de renda fixa acumulam ganhos de 5,04% neste ano (até dia 14 de junho) e os multimercados ganham 4,05%. O melhor desempenho é encontrado na classe de renda variável, com 8,98%.
Destaque da renda variável
Dentro da categoria renda variável, o principal destaque em termos de retorno são os fundos que investem nos Estados Unidos, com um desempenho positivo de 17,46%. Essa alta está ligada ao setor de tecnologia – o índice Nasdaq 100, no período, tem alta de mais de 30%.






