Lucro da Brisanet cresceu em linha com aumento de 27% da base de assinantes ao longo dos últimos 12 meses
A operadora nordestina Brisanet divulgou seu lucro no primeiro trimestre de 2023. A empresa cresceu cerca de 165% (se comparado ao mesmo período do ano anterior), registrando faturamento de R$ 25,2 milhões no período.
A alta pode ser explicada, segundo a companhia, com um melhor equilíbrio de custos – aumento de 12% na comparação anual, mas com aumento na base de clientes de 27%.
Outros pontos a se destacar é que:
- A Brisanet registrou receita líquida de R$ 292,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 35% em comparação a 2022;
- Os custos com serviços prestados da Companhia somaram R$153,5 milhões, comparado a R$137,2 milhões no primeiro trimestre de 2022;
- O EBITDA, lucro antes de juros, amortizações, depreciações e impostos, somou R$ 139,4 milhões, alta de 80%. Na comparação anual, a margem EBITDA, que mede a rentabilidade da companhia, passou de 35,8% para 47,7%;
- No 1T23, a Brisanet investiu, quando medido pelas adições ao imobilizado e intangível, o montante de R$106,7 milhões, comparado a R$497,2 milhões no 1T22;
- Considerando Caixa e aplicações financeiras ao final do período de R$466,5 milhões, a Companhia apresentou dívida líquida de R$761,8 milhões, comparado a dívida líquida de R$743,8 milhões ao final de 2022.
A companhia terminou março com rede em 155 cidades.
Planos da Brisanet para lançamento do 5G
Em maio, a Brisanet reafirmou os planos de lançar o 5G em junho, que agora é o destino de maior parte do Capex para 2023. Às vésperas de essa operação sair do papel, a companhia planeja “centenas e centenas” de estações radiobase, com uma densidade de uma antena para cada 10 mil habitantes.
O plano continua ser de lançar o serviço móvel em 5G e 4G na faixa de 2,3 GHz na primeira quinzena de junho, inicialmente em “duas ou três” cidades próximas à sede, mas depois expandindo para um total de 40 municípios no Rio Grande do Norte e região do centro-sul do Ceará, além da capital Fortaleza. Será uma cobertura de aproximadamente 800 mil acessos móveis, segundo a empresa.
Com a Huawei como fornecedora, a prestadora de pequeno porte (PPP) já efetuou essa aquisição de equipamentos ao longo do ano passado. A estratégia é de adensar para tornar a operação madura até o final de 2023. “Tem cidade que terá uma, duas ou 30 ERBs. Estamos implementando não só em cidade pequena, porque é justamente a amostra de chegar maduro no segmento”, explica o CEO da Brisanet, José Roberto Nogueira, citando que a capilaridade dependerá da população.
Passada esta fase inicial até o final do ano, a Brisanet deverá expandir a oferta do 5G também para o modelo de franquias com a Agility. No momento, a empresa congelou o ingresso de novos participantes, mas espera que a operação móvel possa amadurecer. “A partir de dezembro de 2023, com indicadores de precisão, é que vamos levar o modelo aos franqueados”, argumenta o executivo.
O objetivo da companhia também é de utilizar as parcerias com serviços digitais da banda larga fixa na móvel. A prestadora afirmou que serão os mesmos serviços de valor adicionado (SVAs) que já são aplicados na banda larga fixa. Atualmente, a operadora oferece plataformas próprias como o brisamusic, mas também assinaturas do serviço de streaming Netflix e Globoplay, entre outras plataformas.






