A Minerva Foods (BEEF3) reportou um lucro líquido de R$ 185 milhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25), contra um prejuízo de R$ 186,2 milhões no 1T24. O Ebitda cresceu 53,1% no mesmo comparativo, em R$ 962,5 milhões.
Os analisas esperavam lucro líquido de R$260,6 milhões para a exportadora de carne bovina no trimestre encerrado no final de março, segundo estimativas compiladas pela Lseg.
O abate total totalizou 1,429 milhão de cabeças, um crescimento de 38,7% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
A empresa seguiu focada na integração de ativos na América do Sul, sendo o primeiro trimestre de resultados das 13 plantas incorporadas da Marfrig (MRFG3) no Brasil, Argentina e Chile.
Endividamento da Minerva (BEEF3)
A dívida líquida da Minerva em relação ao EBITDA ajustado (LTM) subiu para 3,7x, ante 2,8x no 1T24, indicando um aumento no endividamento. Apesar disso, a empresa mantém uma estrutura financeira estável, com capacidade de honrar seus compromissos no curto e longo prazos.
A Minerva Foods demonstrou resiliência no primeiro trimestre, revertendo prejuízos e ampliando sua participação no mercado interno e externo. Contudo, a pressão sobre as margens e o aumento da alavancagem exigirão atenção nos próximos trimestres. A companhia segue como uma das principais players do setor, mas precisará equilibrar crescimento com eficiência operacional para sustentar sua trajetória positiva.
O índice de capital nível 1 subiu para 13,0%, aumento de 0,6 p.p. em relação a dezembro de 2024, e o índice de capital principal foi de 11,1%, frente a 10,5% no trimestre anterior. O Bradesco distribuiu R$ 3,3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas no 1T25.
A instituição manteve o guidance para 2025, incluindo os impactos regulatórios da Resolução nº 4.966 e o aumento de participação na Cielo. O banco projeta avanço gradual e sustentável da rentabilidade ao longo do ano, com foco no crescimento das receitas e na disciplina de risco.





