O ano de 2024 ficará marcado como aquele em que o Nubank superou o Itaú em valor de mercado, se firmando como o banco mais valioso da América Latina. O “roxinho” terminou o ano passado avaliado em US$ 49,375 bilhões, ou cerca de R$ 305,745 bilhões usando a Ptax do fim do ano. Convertendo para reais, o Nubank ganhou R$ 113,5 bilhões em 2024, mas esse valor é inflado pela forte valorização de mais de 27% do dólar no ano passado.
Já o Itaú finalizou 2024 com uma avaliação de US$ 281,768 bilhões, uma perda de R$ 25,654 bilhões no ano. Os cálculos foram feito por Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria, a pedido do Valor.
Entre os grandes bancos brasileiros, aquele que mais sofreu em 2024 foi o Bradesco, que perdeu R$ 57,461 bilhões em valor de mercado. Ele é seguido por BTG (que recuou R$ 41,622 bilhões), Santander (com baixa de R$ 30,810 bilhões) e Banco do Brasil (que teve uma redução de R$ 20,110 bilhões).
Agibank: Goldberg renuncia ao Conselho do Nubank após aporte de R$ 400 mi
A Lumina Capital, em sua primeira investida no setor de private equity, anunciou que fará um aporte de R$ 400 milhões no Agibank, avaliando o banco em R$ 9,3 bilhões pós-investimento.
O valor é superior ao do Banco Pan e fica ligeiramente abaixo do Banco Inter, de acordo com fontes próximas à negociação, reveladas ao Brazil Journal. O aporte será 100% primário, e o anúncio oficial deve acontecer em breve.
Embora o Agibank não precise de capital imediato – com um retorno sobre o patrimônio de 46,5% no terceiro trimestre e expectativas de encerrar o ano com R$ 8 bilhões em receita, R$ 30 bilhões em ativos e lucro líquido de aproximadamente R$ 900 milhões – o banco decidiu, no meio deste ano, buscar um sócio estratégico.
O objetivo é contar com uma parceria capaz de oferecer inteligência e apoiar no crescimento da instituição, além de facilitar um possível IPO nos próximos anos.
O Agibank tem uma carteira de crédito de R$ 25 bilhões, com planos ambiciosos de aumentar esse número para R$ 100 bilhões até 2030. Embora o banco já tenha atraído ofertas no valor de R$ 1,6 bilhão de fundos de private equity, fundos de pensão internacionais e investidores locais, a escolha final recaiu sobre a Lumina, após uma forte afinidade entre Marciano Testa, fundador do Agibank, e Daniel Goldberg, fundador da Lumina.






