O mercado de criptomoedas pode ter encontrado seu ponto mais baixo no atual ciclo de queda. Segundo avaliação do banco Standard Chartered, o recuo do Bitcoin até a região de US$ 59 mil pode representar o encerramento do chamado “inverno cripto” — período prolongado de desvalorização, baixa liquidez e perda de confiança dos investidores.
A leitura foi apresentada por Geoff Kendrick, que argumenta que grande parte das pressões que derrubaram o mercado nos últimos meses já teria sido absorvida pelos preços. O Bitcoin chegou a acumular queda superior a 50% em relação ao pico registrado em 2025 antes de tocar a mínima próxima de US$ 59 mil.
De acordo com o analista, alguns fatores podem sustentar uma recuperação gradual do mercado. Entre eles estão a redução das tensões geopolíticas, uma possível estabilização dos rendimentos dos títulos americanos e o retorno do fluxo institucional para ETFs de Bitcoin. Kendrick também destacou que parte da recente saída de capital pode ter sido temporária, ligada ao reposicionamento de investidores para grandes ofertas públicas e ativos de tecnologia.
Apesar do tom mais otimista, o cenário ainda exige cautela. Dados recentes indicam que os ETFs de Bitcoin registraram saídas bilionárias nas últimas semanas e que o apetite por ativos de risco continua sensível ao ambiente macroeconômico global. O próprio Standard Chartered reconhece que a confirmação de uma nova tendência de alta dependerá do retorno consistente da demanda institucional.
No mercado, o movimento já começou a gerar debate entre investidores: enquanto parte interpreta o nível de US$ 59 mil como uma oportunidade de reconstrução de posições, outros analistas defendem que ainda é cedo para declarar oficialmente o fim do inverno cripto.






