A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou nesta última quarta-feira (2) que levantou US$ 6,6 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) em uma rodada de financiamento que avalia a empresa em US$ 157 bilhões (R$ 855 bilhões). Liderada pelo investidor anterior Thrive Capital, o novo capital eleva o total arrecadado pela OpenAI para cerca de US$ 17,8 bilhões (R$ 97 bilhões), segundo o Crunchbase. Microsoft, Nvidia, SoftBank, Khosla Ventures, Altimeter Capital, Fidelity e MGX participaram da rodada.
Com o novo aporte, a OpenAI mais que dobrou sua avaliação em apenas nove meses, saindo de US$ 70 bilhões (R$ 381,1 bilhões) para US$ 157 bilhões (R$ 855 bilhões). O crescimento expressivo reflete o contínuo interesse no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente após o lançamento do ChatGPT, em 2022, que iniciou uma corrida pelo investimento em tecnologias semelhantes.
A arrecadação de fundos acontece em um momento em que o entusiasmo por IA parece desacelerar para algumas startups. No entanto, a OpenAI mantém uma posição de destaque no mercado, com receitas que têm crescido rapidamente. Embora a empresa preveja perdas na casa dos US$ 5 bilhões (R$ 27,2 bilhões) neste ano, as expectativas de vendas para 2025 giram em torno de US$ 11,6 bilhões (R$ 63,1 bilhões), conforme a agência de notícias Reuters, uma cifra que reforça o otimismo do mercado em relação ao seu potencial de crescimento.
Parte do alto custo operacional da OpenAI está relacionado ao desenvolvimento e manutenção de tecnologias complexas como o ChatGPT, que demanda grande capacidade computacional e elevados investimentos em unidades de processamento gráfico (GPUs). A parceria com a Nvidia é fundamental para suprir essas necessidades e manter a competitividade frente a outros gigantes da tecnologia.
A Thrive Capital liderou a rodada com um investimento de US$ 1,3 bilhão (R$ 7,1 bilhões), sendo US$ 750 milhões (R$ 4,1 bilhões) do próprio fundo e US$ 550 milhões (R$ 3 bilhões) de outros investidores. Além disso, a Thrive possui a opção de investir até US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) adicionais até 2025, mantendo a mesma avaliação. Outros investidores não terão esse benefício.
Apesar do sucesso no mercado, a OpenAI passa por desafios internos. Em 2023, a demissão inesperada do CEO Sam Altman, que foi reintegrado poucos dias depois, gerou turbulências na liderança. Desde então, a empresa perdeu executivos importantes, como seu cientista-chefe Ilya Sutskever e a CTO Mira Murati, o que levantou questões sobre a estabilidade da gestão.
Esses problemas coincidiram com os esforços da OpenAI para concluir a rodada de financiamento. Relatórios sugerem que a Apple, inicialmente interessada, decidiu não investir na empresa.
Ao mesmo tempo, a OpenAI vem discutindo uma reestruturação que poderia transformar a organização em uma empresa com fins lucrativos nos próximos dois anos. Segundo a rede CNBC, essa reestruturação é necessária para que o novo financiamento não seja convertido em dívida. Isso permitiria à OpenAI continuar a atrair investidores e manter sua liderança no desenvolvimento de IA, com foco em novas ferramentas e capacidades que ajudam a resolver problemas complexos.






