Os Estados Unidos esperam uma sinalização clara do governo brasileiro para dar continuidade às negociações de um acordo bilateral envolvendo minerais críticos, insumos considerados estratégicos para setores como tecnologia, defesa e transição energética. A informação foi destacada em relatório do veículo XP Investimentos.
De acordo com a análise, o governo norte-americano, sob liderança do presidente Donald Trump, aguarda um “sinal político claro” do Brasil para avançar nas tratativas. A proposta envolve a criação de um marco de cooperação “sob medida” entre os dois países, com foco em fortalecer cadeias produtivas e ampliar a capacidade de processamento desses minerais.
Os minerais críticos — como terras raras, lítio e níquel — são essenciais para a fabricação de tecnologias avançadas, incluindo equipamentos eletrônicos, sistemas de defesa e soluções de energia limpa. Por isso, tornaram-se peças centrais na disputa geopolítica global, especialmente diante da forte concentração da produção e do refino na China.
Segundo o relatório da XP, os Estados Unidos têm interesse em estabelecer parcerias com o Brasil para diversificar o fornecimento global desses insumos e reduzir a dependência de outros mercados. O país enxerga potencial no território brasileiro, onde já foram identificados mais de 50 projetos de mineração que poderiam contribuir para esse objetivo.
Além disso, a cooperação pode envolver medidas como definição de preços mínimos e incentivos ao desenvolvimento industrial e tecnológico, buscando agregar valor à produção mineral brasileira.
O tema ganha relevância em um contexto mais amplo de reorganização das cadeias globais de suprimentos. Recentemente, autoridades americanas estiveram no Brasil para discutir investimentos e parcerias no setor, reforçando o interesse estratégico no país.
Enquanto isso, o avanço das negociações depende de maior clareza política por parte do Brasil, que ainda avalia sua posição em meio às pressões geopolíticas e às oportunidades econômicas envolvidas.






