De acordo com a Agência Brasil, a Petrobras e a Pemex, estatal mexicana de petróleo e gás, estão em negociação para uma parceria voltada à exploração de petróleo em águas profundas no Golfo do México.
Além de possíveis projetos conjuntos nas áreas de refino e gás.
De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a articulação envolve diretamente os governos do Brasil e do México.
Parceria entre Brasil e México
De acordo com Lula, o tema avançou após uma conversa com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que demonstrou interesse em estreitar a cooperação entre as estatais.
Nesse contexto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deve viajar ao México para dar sequência às tratativas e avaliar os próximos passos da parceria.
Exploração no Golfo do México
Durante evento em Manaus (AM), o presidente afirmou que a cooperação inclui estudos para atuação em áreas de águas profundas na região.
“Vamos fazer uma associação com a Pemex e vamos ao Golfo do México”, disse Lula, em referência ao projeto conjunto.
Além disso, o presidente mencionou, de forma indireta, tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos ao comentar a atuação das estatais na região.
Missões técnicas e viabilidade
Enquanto isso, equipes técnicas da Petrobras e da Pemex têm realizado visitas e análises tanto no México quanto no Brasil.
O objetivo é avaliar aspectos como viabilidade geológica, volume de reservas e adequações regulatórias necessárias para a operação conjunta.
Investimentos no Brasil
No mesmo evento, Lula participou do anúncio de investimentos da Petrobras no Amazonas, que somam mais de R$ 2,8 bilhões.
Os recursos serão destinados à ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu, em Coari, e à construção de embarcações no Estaleiro Bertolini, em Manaus.
Indústria naval e geração de empregos
O presidente também defendeu o fortalecimento da indústria naval brasileira como estratégia de desenvolvimento econômico.
Segundo ele, a fabricação de embarcações no país gera empregos, tecnologia e maior autonomia produtiva.
Lula afirmou ainda que o setor, que já empregou cerca de 16 mil trabalhadores, chegou a aproximadamente 75 mil postos nos últimos anos.
Balança comercial e custos externos
Por fim, o presidente destacou que a dependência de aluguel de equipamentos estrangeiros ainda representa impacto relevante nas contas externas.
Em abril, essa rubrica somou US$ 1,13 bilhão, incluindo gastos com plataformas, máquinas e aeronaves alugadas de empresas internacionais.






