As ações da Securitize (SECZ), empresa especializada na tokenização de ativos e apoiada pela BlackRock, acumulam queda de cerca de 40% desde sua estreia na Bolsa de Nova York por meio de uma fusão com uma SPAC. O desempenho contrasta com o forte crescimento do mercado de tokenização, um dos segmentos mais promissores da indústria de ativos digitais.
A companhia concluiu sua combinação de negócios com a Cantor Equity Partners II na última semana e passou a negociar sob o código SECZ. Apesar da recepção inicial positiva, os papéis sofreram forte pressão nos dias seguintes, acompanhando um movimento observado em outras empresas do setor de criptomoedas que abriram capital recentemente.
Segundo a CoinDesk, a queda não está ligada a uma deterioração dos fundamentos da empresa, mas sim à dinâmica típica de operações via SPAC. De acordo com Jeff Dorman, diretor de investimentos da gestora Arca, investidores que compram ações de SPACs costumam vender suas posições após a conclusão da fusão, dando lugar a novos acionistas focados na análise dos fundamentos da companhia, o que pode provocar elevada volatilidade nas primeiras semanas de negociação.
O recuo ocorre em um momento em que a tokenização de ativos segue atraindo grandes instituições financeiras. Empresas como BlackRock, Franklin Templeton e JPMorgan ampliaram iniciativas para levar títulos públicos, fundos, crédito privado e outros ativos tradicionais para redes blockchain. Estimativas do Citi apontam que o mercado de ativos tokenizados pode alcançar US$ 5,5 trilhões até 2030, enquanto projeções da BCG e da Ripple indicam um potencial de até US$ 19 trilhões em 2033.
Para analistas, o desempenho das ações da Securitize evidencia que, embora a tokenização continue ganhando espaço entre investidores institucionais, empresas do setor ainda enfrentam um ambiente de forte volatilidade no mercado acionário, especialmente nos primeiros dias após sua listagem em bolsa.






