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Seis das dez castanhas de caju brasileiras são produzidas no Ceará

Carla Santiago por Carla Santiago
23 de outubro de 2026
em Nordeste
Seis das dez castanhas de caju brasileiras são produzidas no Ceará

Reprodução

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A castanha de caju é o grande símbolo do campo cearense. O Ceará deve colher 90,7 mil toneladas em 2026, alta de 20,5% sobre 2025.

Como a safra brasileira deve alcançar 152,8 mil toneladas, cerca de 60% da produção nacional vem do Ceará. Ou seja, de cada 10 castanhas de caju colhidas no Brasil em 2026, seis serão cearenses.

Piauí (32,6 mil toneladas) e Rio Grande do Norte (20,2 mil) vêm bem atrás. A safra de 2026 recupera parte da quebra do ano passado, mas ainda fica abaixo das 102 mil toneladas de 2024.

O rendimento também melhorou, de 263 para 314 quilos por hectare, e parte do mérito é da renovação dos pomares com o cajueiro-anão, variedade mais produtiva desenvolvida pela Embrapa, que vem substituindo as árvores antigas.

Os dados fazem parte da estimativa de setembro para a safra nacional, divulgada recentemente pelo IBGE, por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a LSPA.

O QUE É A LSPA

A fonte é o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a LSPA, realizado pelo IBGE desde 1972. Todo mês, a rede de coleta do IBGE se reúne com técnicos de extensão rural, produtores, cooperativas e secretarias de agricultura para estimar quatro informações sobre as principais lavouras do País.

A área plantada, a área colhida, a produção e o rendimento médio, que é quanto se colhe por hectare. Vale explicar que o LSPA é uma previsão, e não uma contagem final.

A SAFRA CEARENSE CRESCE 81%

A estimativa de setembro do IBGE também aponta 695 mil toneladas na produção agrícola grãos no Ceará, o que representa alta de 81%, o terceiro maior crescimento entre os estados. No Nordeste, o avanço foi de 9,6% e, no Brasil, de 2,4%.

O milho de primeira safra, principal grão do Estado, deve render 555 mil toneladas, quase o dobro de 2025, e o feijão de primeira safra, 91 mil toneladas, alta de 65%. O detalhe que o leitor precisa conhecer é que a área plantada nem cresceu. Ela até caiu, 2% no milho e 4% no feijão.

O que mudou foi o rendimento por hectare, que dobrou no milho, de 489 para 980 quilos, e passou de 167 para 286 quilos no feijão.

Em volume, o ranking das lavouras cearenses em 2026 é o seguinte.

1. Mandioca, 883 mil toneladas (queda de 8%)
2. Milho (1ª safra), 555 mil toneladas (alta de 96%)
3. Cana-de-açúcar, 500 mil toneladas (queda de 12%)
4. Banana, 495 mil toneladas (estável)
5. Tomate, 212 mil toneladas (alta de 3%)
6. Feijão (1ª safra), 91 mil toneladas (alta de 65%)
7. Castanha-de-caju, 90,7 mil toneladas (alta de 20%)

Fonte: IBGE (LSPA, estimativa de setembro de 2026). Variação em relação à safra de 2025.

Por fim, a safra de 2026 é uma boa notícia para o interior cearense. Mais milho e feijão significam mais renda para o agricultor familiar, ração mais barata para a pecuária e a avicultura. Para 2027, devemos ter atenção máxima aos efeitos climáticos do El Niño.

Tags: cearánegócios

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