Criatividade e força de vontade não são o suficiente para conseguir tirar uma ideia de negócio do papel. No filme Joy: O Nome do Sucesso (2015), a empreendedora e mãe solteira vivida por Jennifer Lawrence mostra os desafios de fazer suas invenções se tornarem realidade.
Dramas familiares, dificuldades financeiras, ameaças de concorrentes e obstáculos ao divulgar seu produto revolucionário entram no caminho da inventora. Mas, com persistência, ela consegue criar um império milionário.
Burocracias, inadimplência e custo de fabricação e mão de obra também são desafios dos empreendedores brasileiros.
Enquanto Joy se afundava em dívidas e até chegou a entrar com pedido de falência, o dono de um negócio por aqui também enfrenta juros elevados e um alto custo para manter o capital de giro.
E, em breve, uma mudança na forma de recolher os impostos das vendas por conta da Reforma Tributária pode abalar ainda mais o orçamento de quem não está preparado.
A partir de 2027, empresas deixarão de poder contar com o valor destinado ao pagamento de taxas como uma forma de reforçar, ainda que provisoriamente, o caixa da empresa.
Até os gênios da Faria Lima desistiram?
A indústria de fundos brasileira vive uma mudança profunda, e nem mesmo as gestoras mais tradicionais escaparam desse movimento.
Com investidores migrando para alternativas mais previsíveis e o ambiente de juros elevados pressionando as estratégias de maior risco, o espaço dos multimercados encolheu — levando nomes históricos do mercado a rever seus negócios.
No novo episódio do Touros e Ursos, a analista da Empiricus, Laís Costa, explica por que os multimercados perderam tanto espaço, se essa classe de investimentos ainda tem futuro e qual estratégia de investimento adotar neste momento.
Esquenta dos mercados
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou medidas econômicas “sem precedentes” contra o Irã em mais uma medida para pressionar a reabertura do Estreito de Ormuz, estendendo a ameaça aos países que ofereçam “qualquer tipo de tábua de salvação” a Teerã.
Com o anúncio, os preços do petróleo seguem registrando forte alta nesta manhã.
Enquanto isso, na Ásia, o dia foi positivo. As bolsas da região fecharam em alta nesta quinta-feira (20), acompanhando os ganhos em Wall Street na véspera.
Já os mercados europeus amanhecem sem direção única. Além do avanço do petróleo, os investidores digerem o alívio nos juros dos títulos soberanos após o Tesouro dos EUA dobrar as recompras de papéis de longo prazo.
Os rendimentos vinham subindo nos últimos meses, em meio a crescentes preocupações com a inflação e pelo aumento acelerado da dívida pública norte-americana.
Em reação, Wall Street também começa o dia em ritmo de cautela, com os índices futuros de Nova York caminhando em direções opostas. Por lá, os investidores ainda estarão de olho no balanço do 2T26 da Walmart e nos dados dos pedidos de auxílio-desemprego dos EUA.
No mercado brasileiro, o cenário externo tende a pressionar os ativos nacionais, em meio a uma agenda econômica doméstica esvaziada. O destaque de hoje fica por conta do leilão de prefixados do Tesouro, além da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).






