O Banco Central (BC) realiza nesta segunda-feira dois leilões de dólares com compromisso de recompra, os chamados “leilões de linha”. Cada operação terá limite de US$ 1 bilhão. Os leilões representam a primeira intervenção da autoridade monetária no mercado de câmbio em 2025.
O BC injeta novos recursos no mercado quando considera que há alguma anormalidade nas negociações, o que ajuda a frear a disparada de preços. Na última sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 6,06, em alta de 0,2%. Em 2024, a moeda norte-americana teve valorização de 27% ante o real.
O leilão A ocorre entre 10h20min e 10h25min, e o B, de 10h40min às 10h45min. A liquidação das operações de recompra do BC ocorrerá no dia 4 de novembro, para o leilão A, e em 2 de dezembro, no caso do leilão B.
Em dezembro, o BC injetou US$ 32,575 bilhões no mercado de câmbio por meio de leilões, em meio à forte saída de dólares do País.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta última sexta-feira não saber em qual o patamar o dólar vai estacionar em virtude de uma série de variáveis, inclusive externas. Ele afirmou, porém, que não compraria dólar com precificação acima de R$ 5,70.
“Se eu dissesse que hoje eu compraria dólar a R$ 6, não, eu não compraria acima de R$ 5,70. Na minha opinião, qualquer coisa acima de R$ 5,70 é caro para os fundamentos da economia brasileira”, afirmou em entrevista à CNN Brasil, ponderando que não faria recomendação de compra e venda por não ter o papel de consultor.
“Eu acompanho no dia a dia, as moedas no mundo, olhar para o fundamentos e arriscar palpite, mas não sei onde ele vai estacionar, em virtude de série de variáveis, parte das quais depende do doméstico e parte das quais não depende”, disse o ministro.
“Ontem, ele deu uma lambida, bateu em R$ 5,99. Eu não sei porque o câmbio não é fixo, e o patamar que se estabiliza depende de variáveis que não controlamos, como juros externos e condições geopolíticas”, respondeu.






