O desempenho destoou da tendência vista no exterior. O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, registrou leve alta de 0,10%, aos 108.165 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
No cenário doméstico, o dólar perdeu força com a entrada de fluxo estrangeiro e expectativa pelos dados da arrecadação federal — após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmar que os números podem vir acima do projetado.
Os primeiros dias do governo Trump também ajudaram a enfraquecer a divisa norte-americana ante o real. Desde a posse de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, na última segunda-feira (20), o dólar vem cedendo pouco a pouco.
Isso porque havia a expectativa de que o republicano assinasse ordens executivas, equivalente à Medida Provisória no Brasil, para a imposição de taxas comerciais contra vários países no mesmo dia da posse — o que não aconteceu.
Até agora, Trump apenas afirmou que pode impor tarifas de 25% sobre produtos importados do México e do Canadá a partir de 1º de fevereiro. Ele também disse que ainda não há data definida para a aplicação de tarifas sobre importações da China e levantou a possibilidade de taxar a Europa. O Brasil, por enquanto, não está na lista.
“Com alguma demora em apresentar medidas concretas relacionadas a parte das promessas de campanha, os ativos de risco passaram a precificar um cenário mais benigno. Esse ‘benefício da dúvida’ enfraquece o dólar, mas a volatilidade tende a continuar conforme o presidente continua falando sobre medidas potencialmente inflacionárias”, disse Paula Zogbi, gerente de Research da Nomad.