O Ibovespa disparou 8% em questão de semanas, mas o fôlego parece ter acabado, alertam analistas gráficos da Pagbank.
De acordo com Breno Rao e Bianca Passerini, os cenários quantitativo e técnico sugerem isso, com histórico de muita resistência na faixa dos 134 mil pontos.
“O posicionamento para a próxima semana é de cautela com o mercado acionário brasileiro”.
O Ibovespa interrompeu a sequência de ganhos semanais com a reta final da temporada de balanços e aumento da aversão ao risco no exterior com a política tarifária dos Estados Unidos.
Nesta última sexta-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 131.90218 pontos, com queda de 0,94%. No acumulado dos cinco pregões, o Ibovespa recuou 0,34%.
O cenário doméstico foi recheado por novos dados econômicos.
Entre eles, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,64% em março, uma desaceleração em relação à alta de 1,23% em fevereiro e abaixo das expectativas do mercado. A prévia da inflação acumula alta de 1,99% no ano e de 5,26% em doze meses.
A taxa de desemprego do Brasil ficou em 6,8% no trimestre até fevereiro, em linha com as expectativas. Já o Caged superou as estimativas com a abertura de 431.995 vagas em fevereiro.
O mercado ainda reagiu à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Os diretores do Banco Central afirmaram que a “elevada incerteza” doméstica foi o motivo para a indicação do próximo movimento nos juros.
O colegiado também viu como apropriado indicar que o ciclo não está encerrado em função do cenário adverso para a dinâmica da inflação.






