O dólar opera em alta de 0,43% nesta última quarta-feira (25), cotado a R$ 5,5423 perto das 15h. Na máxima do dia, a moeda alcançou os R$ 5,5733. Já o Ibovespa tinha queda de 0,89% no mesmo horário, aos 135.938 pontos.
A trégua entre Irã e Israel entrou no segundo dia nesta última quarta-feira, após ambos os países confirmarem o fim do conflito, na véspera. A notícia volta a trazer fôlego para os mercados, abrindo espaço para um maior apetite por risco e para um ajuste nos preços do petróleo após as fortes variações dos últimos dias.
A proximidade do fim do prazo de suspensão do tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, também segue no radar dos investidores. Washington ainda busca concluir acordos com seus principais parceiros. Na última terça-feira, o jornal britânico “Financial Times” informou que a União Europeia prepara tarifas retaliatórias para garantir melhor acordo comercial com o republicano.
Nesse sentido, o mercado também monitora novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, que deve falar ao Senado norte-americano nesta última quarta. Na véspera, o banqueiro central afirmou que a instituição ainda espera para ver quais serão os efeitos das tarifas nos preços norte-americanos antes de baixar os juros do país.
Powell tem sido duramente criticado por Trump, que continua a pedir por cortes nos juros do país — ainda mais depois de a instituição ter mantido as taxas inalteradas na última semana pela 4ª vez consecutiva. Na véspera, o republicano chamou o banqueiro central de “burro” e “teimoso”.
No Brasil, os impasses do governo com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) voltam a ficar no radar. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) a Casa deverá voltar o Projeto de Lei que derruba a alta do imposto nesta quarta-feira.
Fim do conflito no Oriente Médio
O cessar-fogo entre Irã e Israel entrou no segundo dia nesta última quarta-feira. Ambos os países declararam o fim do conflito na véspera, o que deve trazer uma nova sessão positiva de negócios para os mercados acionários.
As bolsas de valores asiáticas, por exemplo, tiveram mais um dia de alta generalizada, com investidores monitorando a estabilidade da trégua no Oriente Médio e repercutindo as últimas falas de Powell. (Entenda mais abaixo)
Já na Europa, os índices acionários operavam em queda, conforme o mercado avaliava discussões sobre um aumento dos gastos militares para países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nos EUA, os índices de Wall Street operavam mistos, mas com o índice Nasdaq e o S&P 500 bem perto de suas máximas históricas.
Por fim, os preços do petróleo operavam em leve alta, em ajuste após as fortes quedas vistas nos últimos dias.
Os confrontos entre Israel e Irã começaram em 13 de junho. Militares israelenses lançaram uma operação para destruir alvos nucleares iranianos, e Teerã retaliou com mísseis contra cidades como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.
Os bombardeios causaram mais de 240 mortes e milhares de feridos, segundo dados oficiais. Instituições independentes, no entanto, estimam que o número real pode ser ainda maior. O conflito também penalizou os mercados globais, em meio a temores da guerra e seus possíveis efeitos no transporte de petróleo.
Guerra comercial e efeitos nos juros
Com os ânimos mais calmos no Oriente Médio, as atenções do mercado se voltam, agora, para a guerra comercial impulsionada pelo tarifaço de Trump. A suspensão de 90 dias anunciada pelo republicano está chegando ao fim, e investidores seguem na expectativa pelo anúncio de novos acordos por parte dos EUA.
Na véspera, o jornal britânico “Financial Times” informou que a União Europeia prepara tarifas retaliatórias para garantir melhor acordo comercial com o republicano. Já o Paquistão afirmou que as negociações comerciais com os norte-americanos serão concluídas na próxima semana.
Nesse sentido, a falta de uma definição sobre as tarifas dos EUA contra seus principais parceiros comerciais continua a preocupar investidores.






