A petrolífera britânica BP informou nesta terça-feira (5) que teve lucro subjacente com base nos custos de reposição de US$ 2,35 bilhões no segundo trimestre de 2025, bem maior do que o ganho de US$ 1,38 bilhão apurado no primeiro trimestre.
O resultado superou o consenso de analistas levantado pela própria empresa, de US$ 1,82 bilhão.
A métrica utilizada pela BP é semelhante ao lucro líquido divulgado por petrolíferas dos EUA.
A BP também lançou novo programa de recompra de ações, de US$ 750 milhões, igual ao do trimestre anterior.
Como CEO da empresa de materiais de construção CRH, Manifold reformulou com sucesso o portfólio da companhia e supervisionou um aumento de mais de quatro vezes nas ações durante seus 11 anos no comando. O novo presidente assume oficialmente em 1º de setembro, e o atual presidente Helge Lund deixará o cargo um mês depois.
A BP reportou uma redução de US$ 900 milhões nos custos estruturais no primeiro semestre, totalizando US$ 1,7 bilhão desde 2023. Também informou que concluiu ou anunciou pelo menos US$ 3 bilhões em desinvestimentos neste ano, enquanto trabalha para reduzir a dívida e focar no negócio principal de petróleo e gás.
“Queremos impulsionar a eficiência de custos o máximo possível”, disse Auchincloss em entrevista à Bloomberg Television. “Tivemos um bom começo, mas estamos apenas no segundo trimestre de 12; ainda há muito a fazer.”
A empresa registrou lucro líquido ajustado de US$ 2,35 bilhões no segundo trimestre, superando a estimativa média dos analistas de US$ 1,76 bilhão.
As ações da BP subiram 3,1% às 15h em Londres, mesmo com a queda dos preços do petróleo. O papel se valorizou nos últimos meses à medida que os preços do petróleo se recuperaram de uma mínima de quatro anos no início de abril. A empresa teve desempenho superior aos concorrentes desde então, mas ainda está cerca de 14% abaixo nos últimos dois anos.
“O foco maior da BP no básico — operar bem os ativos, reduzir custos — parece estar dando resultados”, disse Kim Fustier, analista do HSBC, em nota. “A redução da dívida líquida é ainda melhor, pois vem do fluxo de caixa subjacente e não de movimentos de capital de giro ou receitas de desinvestimentos.”
Retorno aos acionistas
A dívida líquida caiu cerca de US$ 1 bilhão, para US$ 26 bilhões no final de junho. A BP manteve o programa trimestral de recompra de ações em US$ 750 milhões, enquanto o dividendo foi aumentado em 4%.
Os desinvestimentos são vistos como elemento-chave da reformulação. A BP avançou em uma série de pequenas vendas e ainda espera levantar até US$ 4 bilhões neste ano. No entanto, ainda não vendeu a unidade de lubrificantes Castrol, que sustenta o plano de venda de ativos.
Várias grandes empresas de energia e investidores financeiros desistiram da disputa pela Castrol, e as expectativas de avaliação caíram, disseram pessoas a par do assunto no mês passado.
Auchincloss afirmou na terça-feira que há “forte interesse” na Castrol e que o processo está avançando rapidamente.
O analista da RBC Europe, Biraj Borkhataria, sugeriu que a revisão anunciada na terça-feira pode resultar no adiamento da venda da Castrol para permitir que o novo presidente analise mais de perto a alocação de capital.






