As ações da Petrobras seguem no radar do mercado após um movimento de alta que chamou a atenção dos analistas gráficos.
Na leitura de Fabrício Lorenz, PETR3 e PETR4 romperam uma formação de continuidade e abriram espaço para uma projeção técnica mais alta no curto prazo. Ainda assim, o analista faz uma ressalva: o momento favorece quem já está posicionado, não quem tenta entrar agora.
Segundo Lorenz, a Petrobras “produziu um rompimento de mastro-bandeira entre os dias 23 e 24 de fevereiro”. De acordo com ele, esse padrão foi acionado “na faixa dos R$ 39,80” e, a partir daí, passou a mirar “o alvo que está nos R$ 48,00”.
PETR3 e PETR4 hoje: o que explica a alta da Petrobras
Na análise apresentada por Lorenz, o papel repetiu uma dinâmica que já havia aparecido no começo do ano. Ele observa que a Petrobras desenhou um mastro entre 7 e 29 de janeiro, em um movimento que durou 17 dias. Agora, o analista vê uma estrutura parecida no gráfico atual.
“Basicamente foram 17 dias produzindo este movimento”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Ao que tudo indica, a gente vai ter também isso na Petrobras daqui para frente”.
Com base nessa relação entre preço e tempo, Lorenz avalia que o mercado passou a trabalhar com a possibilidade de a ação buscar a região dos R$ 48,00 em poucos pregões, caso a trajetória recente seja mantida.
Análise técnica de PETR3 e PETR4 aponta papel esticado
Apesar da continuidade da alta, a leitura técnica traz um alerta para quem ainda não entrou na operação. Lorenz afirma que o ativo já está em uma região esticada, cenário comum depois de um rompimento com velocidade.
“Quem comprou no mastro-bandeira está surfando no movimento. Agora, quem está de fora, na minha visão, é muito arriscado entrar agora”, disse.
Na sequência, ele explicou que esse comportamento faz parte da própria configuração gráfica. “É normal dentro da configuração do mastro-bandeira o ativo estar esticado, porque é um movimento rápido e forte”, afirmou.
Isso altera a relação entre risco e retorno. Na prática, quanto mais distante o preço fica do ponto de rompimento, menor tende a ser a margem de segurança para novas entradas.
Vale comprar PETR3 e PETR4 agora?
Na visão do analista, o cenário atual não oferece uma compra atrativa para quem ainda está fora do papel. Embora a tendência siga apontando para cima, a entrada tardia reduz o espaço entre o custo da operação e o risco assumido.
“É um cenário para quem está dentro, mas para quem está de fora é ficar olhando”, afirmou Lorenz. Ele ainda reforçou: “Infelizmente não temos entrada; o risco-retorno frente ao custo acaba sendo desinteressante”.
Esse tipo de leitura costuma ganhar força entre traders e investidores que acompanham pontos técnicos com mais disciplina. Em movimentos acelerados, a preocupação deixa de ser apenas a direção do ativo e passa a incluir também o momento mais adequado para agir.
Correção em PETR4 pode abrir nova entrada
Para quem acompanha PETR3 e PETR4 e espera uma nova oportunidade, Lorenz afirma que o gatilho mais saudável seria uma correção no gráfico. Segundo ele, esse ajuste poderia abrir espaço para uma entrada mais organizada.
“Para quem está de fora, qual seria o cenário para a gente poder pensar em comprar? Algum nível de correção”, disse.
O analista pondera que esse movimento corretivo ainda não parece ser o mais provável no curtíssimo prazo. Mesmo assim, ele aponta um patamar técnico que merece atenção: a média móvel de 9 períodos, localizada perto de R$ 41,80.
“Teria que testar pelo menos a média maior de 9, que ficaria ali na faixa dos R$ 41,80 neste momento”, afirmou.
Preço-alvo da Petrobras entra no radar do mercado
Com o rompimento já acionado e o alvo técnico em R$ 48,00, a Petrobras segue no centro das atenções. A mensagem da análise, porém, é direta: o papel continua forte no gráfico, mas isso não significa que qualquer ponto serve como entrada.
Para quem já montou posição no rompimento, a operação segue aberta e com projeção positiva. Já para quem ficou de fora, o foco agora passa a ser a espera por um recuo que melhore a relação entre risco e retorno.
Assim, PETR3 e PETR4 mantêm viés de alta, mas com um aviso importante no curto prazo: perseguir o preço depois de um movimento acelerado pode custar caro.






