Os contratos futuros de commodities agrícolas negociados na bolsa ICE registraram forte valorização nesta semana, com destaque para o cacau, que atingiu os maiores níveis em três meses e meio. O movimento foi acompanhado por altas também no açúcar e no café, refletindo preocupações climáticas, ajustes técnicos e reposicionamento de investidores no mercado global.
De acordo com reportagem publicada pela TradingView com dados da Reuters, os futuros do cacau ampliaram os ganhos após uma forte recuperação iniciada no começo do mês. Operadores apontam que a cobertura de posições vendidas e os temores sobre a oferta em grandes produtores africanos, como Costa do Marfim e Gana, impulsionaram as cotações.
Além do clima adverso na África Ocidental, analistas acompanham os impactos potenciais do fenômeno El Niño sobre a produção global. O mercado também monitora regras ambientais mais rígidas da União Europeia, que podem limitar a expansão das áreas de cultivo de cacau.
No mercado de açúcar, os contratos do açúcar bruto avançaram pela segunda sessão consecutiva. A alta foi apoiada pelo fortalecimento dos preços do petróleo, fator que costuma incentivar usinas brasileiras a destinarem mais cana para a produção de etanol em vez de açúcar, reduzindo a oferta global da commodity.
Já o café também apresentou valorização, embora o mercado siga volátil. Investidores acompanham as condições climáticas no Brasil, maior produtor mundial, além das perspectivas para a safra global. A movimentação recente ocorre após períodos de forte pressão sobre os preços do arábica.
O avanço conjunto das commodities agrícolas reforça o cenário de maior sensibilidade dos mercados às condições climáticas, ao comportamento dos fundos de investimento e às incertezas sobre a oferta global nos próximos meses.






