O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, levando-a para 14,75% ao ano. A decisão foi unânime e marca o primeiro corte desde maio de 2024, encerrando um período prolongado de juros elevados no país.
Apesar da redução, o Banco Central evitou sinalizar novos cortes nas próximas reuniões e adotou um tom cauteloso em seu comunicado. Segundo a autoridade monetária, o ambiente internacional se tornou mais incerto, especialmente por conta do aumento das tensões geopolíticas e dos riscos para a inflação global.
No comunicado, o Copom afirmou que os próximos movimentos dependerão da evolução do cenário econômico e do comportamento dos preços, indicando que futuras decisões serão tomadas com base em novos dados econômicos e no impacto dos acontecimentos internacionais sobre a economia brasileira.
A decisão veio em linha com a expectativa predominante do mercado financeiro nos dias que antecederam a reunião. Analistas haviam reduzido apostas em cortes mais agressivos após a alta recente do petróleo e o aumento das incertezas externas.
Para consumidores e empresas, a queda da Selic tende a aliviar gradualmente o custo do crédito e favorecer investimentos. Ainda assim, o recado do Banco Central foi de prudência: o ciclo de flexibilização monetária continuará condicionado ao comportamento da inflação e ao cenário internacional.






