A Petrobras deu mais um passo em sua estratégia de transição energética ao concluir a produção e a comercialização do primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) elaborado com óleo de soja certificado. A operação marca um avanço para o setor aéreo brasileiro e posiciona a companhia entre os projetos globais voltados à redução de emissões na aviação.
O lote comercializado totalizou 3,8 mil metros cúbicos (equivalente a cerca de 3,8 milhões de litros) e foi produzido na refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no estado do Rio de Janeiro. Para a fabricação, a estatal utilizou a tecnologia de coprocessamento, que integra matéria-prima renovável ao sistema convencional de refino.
O óleo de soja utilizado foi fornecido pela Bunge, com certificação internacional CORSIA Low ILUC Risk, padrão ligado à rastreabilidade e ao menor risco de impactos indiretos sobre uso da terra. Segundo a Petrobras, trata-se do primeiro SAF derivado de soja no mundo com esse tipo de certificação.
Embora o combustível tenha apenas 1% de conteúdo renovável na composição inicial, o percentual está alinhado às exigências previstas na Lei do Combustível do Futuro para os primeiros ciclos de descarbonização da aviação doméstica brasileira.
A distribuição do produto será feita pela Vibra Energia, que ficará responsável por levar o combustível ao mercado aeronáutico. A Petrobras afirma que o SAF mantém compatibilidade com aeronaves e infraestrutura já existentes, permitindo adoção sem necessidade de adaptações técnicas.
O movimento ocorre em um momento em que companhias aéreas e governos aceleram metas de redução de carbono, colocando o SAF como uma das principais apostas para tornar o transporte aéreo menos dependente dos combustíveis fósseis.






