A Americanas registrou prejuízo líquido de R$ 274 milhões no segundo trimestre de 2026, quase três vezes superior ao resultado negativo de R$ 98 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Apesar do aumento da perda contábil, a companhia destacou avanços operacionais e afirmou que segue evoluindo em seu processo de recuperação financeira.
Segundo a varejista, parte do aumento do prejuízo está relacionada a fatores sazonais, como a antecipação das vendas da Páscoa para o primeiro trimestre, o que reduziu a contribuição das receitas no período entre abril e junho. Ainda assim, a empresa apresentou melhora em indicadores operacionais considerados estratégicos para a continuidade da reestruturação.
A receita bruta das lojas físicas e das vendas com retirada em loja alcançou R$ 7,2 bilhões, enquanto as vendas nas mesmas lojas cresceram 9,3% em relação ao segundo trimestre de 2025. A companhia também informou que a receita por metro quadrado avançou 10,3%, refletindo ganhos de produtividade e maior eficiência nas operações comerciais.
O presidente da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a empresa continua avançando em seu plano de recuperação. Ao comentar os resultados, o executivo comparou a situação da companhia a um paciente que “saiu da UTI para o quarto”, indicando que, apesar dos desafios, a operação já apresenta sinais consistentes de estabilização e passa a concentrar esforços em iniciativas voltadas ao crescimento sustentável.
A varejista também segue aguardando a conclusão do processo de encerramento da recuperação judicial iniciada em 2023, após a revelação das fraudes contábeis que provocaram uma das maiores crises da história do varejo brasileiro. O processo já recebeu parecer favorável do Ministério Público e do administrador judicial, restando a decisão final da Justiça.
Analistas avaliam que, embora o prejuízo tenha aumentado no trimestre, os indicadores operacionais demonstram uma evolução gradual da companhia. O crescimento das vendas, a melhora da eficiência das lojas e o avanço da reestruturação financeira reforçam a percepção de que a Americanas caminha para uma fase de maior estabilidade, ainda que a recuperação completa dependa da continuidade da geração de caixa e da retomada consistente da rentabilidade.






