O mercado brasileiro segue impulsionado pelo rali eleitoral. A avaliação é de que o resultado da disputa pode implicar uma trajetória diferente para a taxa básica de juros, a Selic. Nas últimas pesquisas de intenção de voto, o senador Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente do presidente Lula.
Mas, na prática, os candidatos estão tecnicamente empatados, o que indica uma disputa bastante apertada no 2º turno. Ou seja, ainda há muita incerteza rondando as eleições e, diante desse cenário, o mercado de opções bateu recorde na B3.
Segundo dados atualizados até 9 de outubro, o segmento registrou um volume médio diário de R$ 1,4 bilhão, um crescimento de 79% em relação aos R$ 781 milhões em 2025.
Na busca por oportunidades para surfar o trade eleitoral, os contratos com vencimento semanal foram os mais procurados pelos investidores. Segundo as informações da B3, o volume médio diário dessas opções mais que dobrou, saltando de R$ 50 milhões em 2025 para R$ 106 milhões neste ano.
Todo esse avanço se transformou em lucros para quem seguiu à risca as recomendações da Carteira Opções da Empiricus. Nas últimas semanas, os analistas recomendaram operações semanais com opções que renderam 161%, 302% e até 355% em uma janela de sete dias.
Entretanto, com a decisão do 2º turno no próximo domingo (25), a casa acredita que é possível capturar novas oportunidades com retornos potenciais de até três dígitos.
‘Já tivemos um gostinho de otimismo após o 1º turno’ e isso pode se repetir
Um dos principais temas para o mercado nesta eleição foi o ajuste fiscal. A perspectiva de uma eventual alternância de poder direcionou parte do otimismo observado nos ativos brasileiros nas últimas semanas.
Nesse sentido, o fato de Flávio Bolsonaro ter terminado o 1º turno à frente de Lula alimentou a expectativa de uma política econômica com maior controle das contas públicas e mais disciplina fiscal.
Foi justamente nesse cenário que o volume médio diário das negociações de contratos de opções, com vencimento semanal, deu um salto. E quem estava posicionado teve a chance de lucrar com a repercussão das urnas.
Na Carteira Opções da Empiricus, por exemplo, os investidores que seguiram à risca as recomendações puderam sentir “um gostinho do otimismo após o 1º turno”, apontam os analistas.
No dia 6 de outubro, a casa publicou um relatório apresentando o desempenho das seis operações recomendadas na semana anterior, e o resultado foi o seguinte:
Em apenas sete dias, os investidores tiveram a chance de capturar um retorno médio de 126,42%. Para se ter uma ideia, em cinco anos, o Ibovespa valorizou 92,03%. Ou seja, em uma semana, a carteira entregou um retorno 37% superior ao acumulado dos últimos 60 meses do índice.
Na visão dos analistas da Empiricus, as oportunidades no mercado de opções não devem acabar com o resultado deste último domingo (25)
Como disse anteriormente, para o mercado, o principal tema desta corrida presidencial é o ajuste fiscal. Nesse sentido, os analistas acreditam que, independentemente de quem vencer, o desempenho da bolsa brasileira está sujeito a “uma sinalização mais concreta de que o problema fiscal será atacado”.
Os analistas apontam que, agora, “o mercado está próximo do meio do caminho”. Ou seja, se, após o domingo (25), o vencedor der sinais de que irá endereçar a questão fiscal, a casa acredita que o Ibovespa pode chegar aos 230 mil pontos.
Por outro lado, se não houver nenhuma indicação na direção do controle das contas públicas, os analistas apontam que o índice pode voltar ao patamar de agosto, abaixo dos 170 mil.
Seja qual for a direção, os ativos de risco podem apresentar uma variação de 12% a 16%. Isso é uma boa notícia para as opções, já que, com essa classe, é possível buscar lucros tanto com a alta quanto com a queda das ações.






