O dólar encerrou em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,4460, no maior valor de fechamento registrado em 2026. Na semana seguinte ao segundo turno das eleições, a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,15% frente ao real, em meio à cautela dos investidores e à reavaliação das expectativas para a economia brasileira.
A alta semanal refletiu principalmente o ajuste das posições do mercado após o resultado eleitoral. Os investidores passaram a acompanhar com atenção as definições sobre a equipe econômica do próximo governo e os sinais relacionados à condução da política fiscal e à trajetória das contas públicas.
O movimento foi intenso ao longo de toda a semana. Na segunda-feira, primeiro pregão após a eleição, os ativos brasileiros enfrentaram forte volatilidade, com o dólar chegando a superar R$ 5,60 durante as negociações. Ao longo dos dias seguintes, a moeda continuou pressionada, mesmo com momentos de acomodação no mercado.
Na sexta-feira, além dos fatores ligados ao cenário doméstico, a sessão foi marcada pela formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio. A disputa técnica em torno da formação da taxa contribuiu para aumentar a volatilidade durante parte do pregão.
O dólar à vista chegou a atingir R$ 5,4625 na máxima intradiária antes de reduzir parte dos ganhos e encerrar pouco abaixo de R$ 5,45. A proximidade do feriado prolongado de Finados também estimulou a busca dos investidores por proteção, aumentando a demanda pela moeda norte-americana.
No acumulado de outubro, o dólar registrou alta de 5,27%. A valorização da moeda ocorreu paralelamente à forte queda do mercado acionário brasileiro. O Ibovespa encerrou a sexta-feira aos 167.921,80 pontos, após recuar 0,75% no dia e acumular uma perda de 18,12% na semana, em uma sequência de cinco pregões consecutivos de queda.
O desempenho dos mercados nos próximos dias deverá continuar dependente das expectativas em relação à política econômica, às contas públicas e às decisões das autoridades monetárias. A definição dos próximos passos do governo e a evolução do cenário internacional devem seguir entre os principais fatores acompanhados pelos investidores.






