Fazia anos que os bancos de investimento de Wall Street não tinham um mês tão movimentado para fusões e aquisições, graças a dois meganegócios de consolidação da indústria de petróleo americana.
Depois de a Exxon anunciar a maior aquisição do ano com a compra da gigante do petróleo de xisto Pioneer Natural Resources, por US$ 60 bilhões, nesta segunda-feira foi a vez da rival Chevron, que concordou em comprar a Hess por US$ 53 bilhões.
As transações de M&A anunciadas em outubro já somam cerca de US$ 140 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg. Isso representa quase o triplo em relação ao mesmo mês do ano passado e uma máxima para qualquer mês desde junho de 2019. Quatro dos cinco maiores negócios de fusões e aquisições globais este ano foram anunciados nos últimos dois meses.
Entre outros negócios, a farmacêutica suíça Roche disse nesta segunda-feira que pagará US$ 7,1 bilhões por uma empresa que desenvolve tratamento de doença inflamatória intestinal. O magnata indiano Mukesh Ambani está perto de chegar a um acordo multibilionário para comprar operações da Disney em seu país, segundo reportagem da Bloomberg.
A Microsoft este mês concluiu a compra da Activision Blizzard por US$ 69 bilhões, após uma batalha regulatória de quase dois anos. Isso pode ser um incentivo a outras grandes empresas de que poderão superar a resistência de autoridades antitruste.
O Goldman Sachs está em primeiro lugar como banco de investimento mais ativo em M&A no mundo até agora este ano, com uma participação de mercado global de 26%, segundo dados compilados pela Bloomberg, seguido do Morgan Stanley, com 22%, e J.P. Morgan, com 21%.
Fonte: Valor Econômico




