De acordo com a Allied Market Research, o mercado global de eventos foi avaliado em US$ 736,8 bilhões em 2021 e pode alcançar US$ 2,5 trilhões até 2035, com taxa média anual de crescimento de 6,8%. Nesse cenário de digitalização acelerada, a Celebrar projeta alcançar 90% de automação nos pagamentos a fornecedores até o fim de 2025, por meio da integração direta à API de Pix de um grande banco.
A funcionalidade permite que o próprio fornecedor acione o recebimento no clique, com liquidação imediata e rastreabilidade na chave CNPJ. “Planilhas intermináveis, dados digitados manualmente e risco de erro a cada etapa sempre fizeram parte da rotina de quem organiza eventos. Conectamos a Celebrar diretamente à API de Pix e agora o pagamento acontece no clique, seguro, escalável e sem retrabalhos. É simples para quem vende”, afirma Camila Florentino, CEO da Celebrar.
Fundada em 2017, a Celebrar conecta mais de 7 mil fornecedores a grandes empresas em todo o Brasil. Segundo dados oficiais, a plataforma já distribuiu mais de R$15 milhões a micro e pequenos empreendedores, promovendo inclusão produtiva e impacto social alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 da ONU, que trata de trabalho decente e crescimento econômico inclusivo.
Criada por Camila Florentino com investimento inicial de apenas R$2 mil, a startup percorreu oito ciclos de MVPs até validar, em 2021, seu modelo de negócios com as Lojas Virtuais de Eventos. Desde então, a empresa conquistou espaço no ecossistema de inovação, figurando no TOP 10 do Startup Awards Impacto Social 2022, na 45ª posição do 100 Open Scaleup Brasil 2023 e no TOP 2 do ranking 100 Open Startups em 2024.
O relatório da Allied Market Research também destaca que inteligência artificial, analytics, transmissões ao vivo e experiências imersivas (VR/AR) tornaram-se parte da infraestrutura do setor de eventos, mostrando que a digitalização financeira acompanha esse movimento mais amplo de transformação global. No Brasil, o avanço do Pix é um dos símbolos dessa mudança. Segundo o Banco Central, o sistema já movimenta trilhões de reais por mês, consolidando-se como infraestrutura de pagamentos no país e abrindo espaço para soluções de API em setores complexos como o de eventos.
A automação dos pagamentos vem sendo implementada de forma gradual e deve fechar o ciclo até 2025, indo do cadastro de serviços à contratação, passando pela emissão de notas e conciliação financeira. “Foi emocionante ver engenharia e compliance trabalharem juntos em algo que parece invisível, mas transforma a experiência de quem confia na gente. Menos burocracia, mais eficiência.”, reforça a executiva.
Grande parte dos fornecedores da Celebrar são microempreendedores individuais (MEIs), que dependem de previsibilidade de caixa para girar seus negócios. Esse é um dos pontos centrais da inovação: “Quando o MEI recebe rápido, ele consegue comprar insumos, contratar mais gente e atender melhor. É um efeito multiplicador que impacta a economia real”, acrescenta Camila.
A estratégia da empresa é consolidar tecnologia como pilar de escala e preparar o terreno para expandir a operação além do Brasil. “Queremos que cada pequeno fornecedor tenha acesso real a oportunidades em um mercado que movimenta trilhões. O propósito é seguir simplificando eventos com responsabilidade e inovação”, conclui a executiva.






