O orçamento das famílias fortalezenses continua sob pressão. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,66% na Região Metropolitana de Fortaleza, segundo dados divulgados nesta última terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou acima da média nacional, de 0,36%, e acumula alta de 2,67% em 2024.
Entre os itens que mais pesaram no bolso do consumidor estão os combustíveis, medicamentos e a conta de energia elétrica. Dos nove grupos pesquisados, oito apresentaram variação positiva. Apenas o setor de Educação teve leve queda, de -0,01%.
O grupo Transportes registrou a maior alta: 1,32%. Isso se deve, principalmente, ao aumento de 5,09% nos combustíveis, em especial a gasolina. Com a elevação, quem depende do carro para trabalhar, como motoristas por aplicativo, enfrenta uma nova rodada de aperto financeiro.
Já no grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que teve alta de 1,04%, os destaques foram os produtos farmacêuticos (1,99%), itens de cuidados pessoais (1,11%) e planos de saúde (0,56%).Outro impacto relevante veio da Habitação, com alta de 0,86%. A energia elétrica residencial, com aumento de 2,15%, foi a principal vilã. Com as temperaturas elevadas e o uso mais frequente de ventiladores e ar-condicionado, o consumo de energia subiu, e a conta acompanhou.
Sobre o índice
O IPCA-15 é calculado com a mesma metodologia do IPCA, mas com um período diferente de coleta: os preços são levantados entre 16 de abril e 15 de maio de 2024. A comparação é feita com os preços coletados entre 15 de março e 15 de abril.
A próxima divulgação do IPCA-15, referente ao mês de junho, será feita em 26 de junho, data em que o IBGE também publicará o IPCA-E, que mede a inflação acumulada no trimestre.






