A Região Metropolitana de Fortaleza registrou uma inflação de 0,98% em fevereiro de 2026, superando o índice geral do país, que ficou em 0,70%. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e apontam que a capital cearense teve a maior variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre as áreas pesquisadas. No acumulado de 2026, o índice em Fortaleza chega a 1,60%.
O resultado foi impulsionado majoritariamente pelo grupo Educação, que apresentou uma alta de 5,90%. O reajuste sazonal de mensalidades escolares refletiu diretamente nos custos das famílias, com destaque para os subitens creche (8,46%), pré-escola (8,26%), ensino médio (7,94%) e ensino superior (7,35%).
Além da educação, o setor de Transportes exerceu pressão sobre o índice com alta de 1,75%. Nesse grupo, os itens que mais subiram foram o táxi, com elevação de 11,28%, e o ônibus urbano, com reajuste de 3,91%. O setor de Vestuário também contribuiu para o cenário inflacionário com avanço de 1,16%, puxado por joias e bijuterias (2,57%) e vestimentas masculinas e femininas.
Ao todo, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram altas no mês. A única exceção foi o grupo Despesas Pessoais, que registrou queda de -0,31%. A deflação nesse segmento foi motivada pela redução nos preços de serviços de lazer e turismo, como cinema, teatro e concertos (-7,36%), hospedagem (-6,35%) e pacotes turísticos (-5,43%).
Variação do INPC por Região (Fevereiro/2026)
| Região | Variação em Fevereiro (%) |
| Fortaleza | 0,98 |
| Recife | 0,78 |
| São Paulo | 0,78 |
| Belo Horizonte | 0,67 |
| Rio de Janeiro | 0,65 |
| Vitória | 0,61 |
| Goiânia | 0,58 |
| Aracaju | 0,56 |
| Belém | 0,41 |
| São Luís | 0,35 |
| Salvador | 0,30 |
| Porto Alegre | 0,25 |
| Curitiba | 0,15 |
| Brasília | 0,14 |
| Rio Branco | 0,08 |
| Campo Grande | 0,07 |






