As negociações para a implementação do novo plano climático do Banco Mundial enfrentam impasse após uma ofensiva política dos Estados Unidos, maior acionista da instituição. Segundo informações publicadas pela TradingView com base em reportagem da Reuters, o governo norte-americano tem pressionado para que o banco abandone metas ambientais consideradas prioritárias nos últimos anos.
O atual plano climático da instituição expira em julho de 2026 e vinha orientando financiamentos voltados à transição energética, infraestrutura resiliente e redução de emissões em países emergentes. No entanto, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defendeu que o Banco Mundial mude o foco climático para projetos “mais duráveis” e voltados diretamente ao crescimento econômico e combate à pobreza.
Entre as novas prioridades defendidas por Washington está o financiamento de cadeias de minerais críticos, como terras raras e metais estratégicos, considerados essenciais para tecnologia, segurança energética e indústria de defesa. A proposta busca reduzir a dependência global da China nesse segmento.
A posição americana gerou reação entre outros acionistas relevantes do banco. França e países europeus articulam alternativas para preservar parte da estratégia climática atual, temendo que o enfraquecimento das metas reduza o protagonismo do Banco Mundial no financiamento verde global.
O impasse ocorre em um momento decisivo para a governança climática internacional. Caso não haja consenso até a expiração do plano vigente, o Banco Mundial poderá entrar em um período de indefinição estratégica justamente quando cresce a demanda por recursos para adaptação climática e transição energética em economias em desenvolvimento.






