O Ceará registrou taxa de desemprego de 6,6% no segundo trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa queda em relação aos três primeiros meses do ano e está abaixo da média nacional, que foi de 5,8%, a menor da série histórica iniciada em 2012.
O recuo acompanha a tendência observada em 18 estados, onde a desocupação diminuiu no período de abril a junho. No Nordeste, apenas Pernambuco (10,4%) manteve taxa acima de dois dígitos.
Apesar da melhora no desemprego, o mercado de trabalho cearense segue marcado pela informalidade. Mais da metade da população ocupada no estado – 51%- trabalha sem carteira assinada ou CNPJ, percentual que coloca o Ceará entre os sete estados brasileiros com maior proporção de informais. A média do país é de 37,8%.
No comparativo nacional, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desemprego (2,2%), enquanto Pernambuco liderou o ranking negativo (10,4%). No Nordeste, o Ceará está em posição intermediária, com índice inferior ao de Bahia (9,1%) e Piauí (8,5%), mas superior ao de Maranhão (6,6%), estado que registrou o mesmo patamar.
Segundo o IBGE, a queda do desemprego no segundo trimestre costuma estar ligada à abertura de vagas após o encerramento dos contratos temporários no início do ano. No Brasil, o índice abaixo de 6% reacendeu o debate entre economistas sobre a possibilidade de o país estar próximo do chamado “pleno emprego” – conceito que, no entanto, o próprio IBGE não utiliza por não haver métrica única para defini-lo.






