Apesar do avanço vertiginoso do Pix nos últimos três anos, que se consolidou como o principal meio de pagamento do país, o volume de cédulas e moedas em circulação no Brasil continua elevado. Segundo dados mais recentes do Banco Central, há hoje mais de 39 bilhões de unidades físicas de dinheiro em circulação, somando aproximadamente R$ 357,7 bilhões. O número é superior ao registrado antes da pandemia, em 2019.
Ao todo, são 7,68 bilhões de cédulas e 31,75 bilhões de moedas em circulação no país. Em valor, as notas concentram a maior parte, com R$ 349,2 bilhões, enquanto as moedas somam R$ 8,48 bilhões. A nota de R$ 100 é a que representa o maior valor absoluto, com R$ 206,1 bilhões em 2,06 bilhões de unidades. Já entre as moedas, o maior volume financeiro vem das peças de R$ 1: são mais de 4,3 bilhões de unidades, que totalizam R$ 4,35 bilhões.
A alta circulação de dinheiro físico ocorre em paralelo à consolidação do Pix. De acordo com o BC, a suposta contradição é explicada por um comportamento enraizado entre os brasileiros: o de guardar dinheiro em espécie, usando-o como reserva de valor, e não apenas como meio de pagamento. Isso ajuda a entender por que, mesmo com a digitalização das transações, a demanda por papel-moeda segue robusta.
A pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro” mostra que o uso do Pix entre a população passou de 46% em 2021 para 76,4% em 2024. Lançado em novembro de 2020, o sistema de pagamento instantâneo já é o preferido de 46% dos consumidores, ante apenas 17% três anos atrás.
A nota de R$ 200, lançada durante a pandemia para reforçar o abastecimento de cédulas, ainda está presente no mercado, com 158 milhões de unidades e um valor total de R$ 31,7 bilhões. Enquanto isso, moedas de menor valor, como a de 1 centavo — que somam mais de 3,1 bilhões de unidades — representam um peso mínimo no total financeiro: apenas R$ 31,9 milhões.






