O Banco Master desocupou o Auri Plaza Faria Lima, na Vila Olímpia, e devolveu ao mercado cerca de 14 mil m² de lajes corporativas em um único endereço. O contrato do edifício terminou em meados de abril, e a saída do banco recolocou em oferta uma metragem pouco comum em São Paulo, sobretudo em uma região com escassez de áreas grandes e de alto padrão. Segundo o Metro Quadrado, o imóvel já atrai conversas com possíveis interessados do setor financeiro.
A desocupação ganhou relevância porque mexe diretamente com um mercado que vinha operando com menos oferta desse porte.
Desocupação do Auri Plaza recoloca ativo raro no mercado
O ponto central da história é a devolução do prédio. O Auri Plaza funcionava como imóvel monousuário do Banco Master desde 2024, e agora retorna ao mercado com uma área entre 14 mil m² e 14.446 m², a depender da base consultada. O Metro Quadrado trabalha com cerca de 14 mil m².
Essa diferença de metragem não altera o impacto do movimento. Em ambos os casos, trata-se de um bloco grande, contínuo e raro para a Vila Olímpia. Por isso, a devolução do Master é vista como um evento relevante para o mercado de lajes corporativas, e não como uma vacância comum.
Saída do banco deve mexer com vacância na Vila Olímpia
Segundo a Newmark, em informação publicada pelo Metro Quadrado, a vacância de escritórios de alto padrão na Vila Olímpia estava em 15,3% no primeiro trimestre, com cerca de 50 mil m² vagos. No entanto, esse número ainda não incluía a saída do Banco Master. Com o Auri Plaza disponível, a taxa pode se aproximar de 20%.
A SiiLA também vê efeito relevante. Em chamada destacada em sua página, a consultoria afirma que o Master devolveu o Auri Plaza e que o movimento pressiona os aluguéis na região. Já a Revista Oeste, com base na SiiLA, afirma que a devolução pode elevar em até 7,2 pontos percentuais a vacância de edifícios de alto padrão. Ou seja, as estimativas variam conforme a metodologia, mas todas apontam para pressão no curto prazo.
Informações de mercado apontam impacto também nos preços
Os números sobre aluguel também mudam conforme a fonte. O Metro Quadrado informa que o Banco Master pagava cerca de R$ 2,9 milhões por mês pelo edifício. Já a Revista Oeste afirma que o banco desembolsava algo próximo de R$ 3,9 milhões mensais para ocupar integralmente o ativo. Como não há confirmação pública única do contrato, o dado mais importante é que a devolução recoloca no mercado um imóvel premium com aluguel acima da média da micro-região. No caso do preço pedido da região, o Metro Quadrado informa média de R$ 152,9 por m², alta de 7% sobre o trimestre anterior.






