A SpaceX afirmou que uma eventual fusão com a Tesla dependerá da análise de comitês especiais formados por conselheiros independentes e da aprovação dos acionistas. Elon Musk, que comanda as duas empresas, declarou que apoia a possibilidade de união, mas não participará das discussões internas por considerar que possui conflito de interesses.
A proposta ganhou força após Musk confirmar, em 20 de outubro, que as duas companhias criaram comitês para avaliar uma possível transação. Apesar do interesse do empresário, ainda não há acordo sobre os termos, e a operação não está garantida.
A aprovação dos acionistas da Tesla representa um dos principais obstáculos. Segundo Musk, a proposta precisaria receber o apoio de titulares de pelo menos 50% de todas as ações da montadora, e não apenas da maioria dos votos efetivamente registrados. Na SpaceX, Musk possui poder de voto superior a 50%, o que torna a aprovação pelos acionistas da empresa espacial um processo potencialmente mais simples.
Musk fica fora das negociações
Musk afirmou que sua posição como executivo e acionista relevante das duas empresas o impede de participar diretamente das discussões conduzidas pelos comitês independentes. A estrutura foi criada a pedido de acionistas e busca permitir que os termos de uma eventual transação sejam avaliados sem sua interferência direta.
O procedimento é importante porque uma fusão entre empresas controladas ou lideradas pela mesma pessoa pode levantar questionamentos sobre governança corporativa e sobre a proteção dos interesses dos investidores minoritários. A definição de uma relação de troca entre ações, por exemplo, influenciaria a participação de cada grupo de acionistas na companhia resultante.
A operação também pode enfrentar escrutínio regulatório e eventuais contestações judiciais. Em 2016, a aquisição da SolarCity pela Tesla, empresa na qual Musk também tinha interesses, provocou uma longa disputa judicial sobre sua influência na negociação. O episódio é citado como precedente para as preocupações com a independência do processo atual.
Até agora, os comitês não chegaram a um acordo sobre os termos de uma fusão, e não foi definida uma relação de troca entre as ações das duas companhias. As alternativas em discussão podem incluir diferentes estruturas para combinar os negócios, mas os detalhes ainda não foram estabelecidos publicamente.






