As ações dos principais bancos listados na B3 operam em queda generalizada nesta última segunda-feira (9). O setor cai em bloco no pregão. E o movimento ocorre em um dia de maior cautela global.
O Banco Bradesco que teve a maior perda do dia com queda de 1%. Por volta das 16h40 o banco começou uma leve recuperação de alta de 0,10+. Já Banco Santander (Brasil), Itaú Unibanco e BTG Pactual também registram baixas, segundo dados do mercado.
Por que os bancos estão caindo
Primeiro, a escalada do conflito entre Estados Unidos, Irã e Israel elevou a aversão ao risco. Com isso, investidores reduziram posições em ativos mais sensíveis ao humor global.
Além disso, o petróleo voltou a disparar e superou US$ 100 por barril no exterior. Esse salto reacende o temor de choque inflacionário. E ele piora a leitura para juros no mundo.
Na prática, bancos sofrem em dias assim. Afinal, eles têm peso grande no Ibovespa. Portanto, quando o fluxo estrangeiro busca proteção, o setor costuma virar alvo de venda.
Focus mexe com o “juros por mais tempo”
Nesta segunda, o mercado também digeriu o Boletim Focus. A mediana para a Selic de 2026 subiu para 12,13% ao ano. Ou seja, o consenso ficou mais conservador.
A leitura é direta: se o petróleo continuar pressionando a inflação, os bancos centrais tendem a ganhar menos espaço para cortar juros. Assim, a curva oscila e a bolsa sente.
Ao mesmo tempo, juros mais altos até podem ajudar margens bancárias no longo prazo. Porém, no curto prazo, o mercado reage ao aumento de risco. E ele ajusta preços com rapidez.
O que olhar daqui para frente
Se a tensão no Oriente Médio persistir, o investidor vai monitorar três pontos:
- Preço do petróleo e risco de oferta global
- Câmbio, que pode piorar o repasse inflacionário
- Curva de juros, após a revisão do Focus e novos dados
Por enquanto, o dia é de cautela. E, nessas horas, o setor bancário costuma “sentir” primeiro






