O bitcoin (BTC) opera em leve alta nesta segunda-feira (17), começando de maneira positiva a semana que tem como maior destaque a decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) dos Estados Unidos na quarta (19). No acumulado dos últimos sete dias, a maior das criptomoedas conseguiu zerar perdas depois de se recuperar no final da semana passada.
Apesar do aparente respiro em meio ao forte movimento de queda que atinge o mercado cripto desde a posse do presidente dos EUA, Donald Trump, a guerra comercial continua a ser um grande foco de incerteza. Não se sabe até onde Trump vai levar sua política de imposição de tarifas a produtos estrangeiros para estimular uma retomada da indústria americana. Os impactos dessas medidas na inflação global ainda podem aparecer. Contudo, se o Fomc fizer sinalizações de que os juros americanos poderão ser reduzidos ainda neste ano, o mercado deve responder positivamente, pois o aumento de liquidez beneficia os ativos de renda variável como as criptomoedas.
Perto das 10h15 (horário de Brasília), o bitcoin sobe 0,3% em 24 horas, cotado a US$ 83.177 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem alta de 1,1% a US$ 1.906, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 2,82 trilhões. Em reais, o bitcoin cai 0,5% a R$ 477.515, de acordo com valores fornecidos pelo Cointrader Monitor.
Segundo Bernardo Bonjean, fundador da Metrix, a volatilidade de 30 dias do bitcoin atingiu o maior patamar dos últimos seis meses, em 69%, o que pode apontar para um momento de venda exagerada pelo mercado. “Aliado a isso, o indicador ‘Dormancy Flow’ atingiu o menor nível desde o final de 2022. Quando o ‘Dormancy Flow’ atinge valores historicamente baixos, isso sugere a proximidade de esgotamento de pressão de venda e pode apontar para uma reversão de tendência”, avalia.
Usando análise técnica, Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, lembra que no último domingo o preço do bitcoin fez um breve movimento de baixa e atingiu a faixa de preço dos US$ 81.980, no entanto, rapidamente voltou a ser negociado por US$ 83.890. “Se o preço da principal criptomoeda do mercado continuar se desenvolvendo com força compradora, no curto prazo poderá buscar a resistência dos US$ 88.620 e se superada essa resistência, o próximo alvo de médio prazo está na região de liquidez dos US$ 94.840”, afirma.
Por outro lado, caso o bitcoin não supere as resistências citadas, Ana aponta que a moeda digital pode buscar os suportes de curto e médio prazo nas faixas de preços de US$ 79.700 e US$ 75.900.
Entre as altcoins (as criptomoedas que não são o bitcoin), o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, avança 1,1% a US$ 2,33. Já a solana tem queda de 1,2% a US$ 127,36 e o BNB (token da Binance Smart Chain) registra ganhos de 4% a US$ 624,81.
Por fim, nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado na sexta (14) um saldo líquido negativo de US$ 59,2 milhões. O destaque ficou por conta do IBIT, da BlackRock, com US$ 96,2 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Entre os ETFs de ether, o dia foi de um fluxo negativo de US$ 46,9 milhões, no oitavo pregão seguido de saques. Os fundos mais penalizados foram o ETHA, da BlackRock, com US$ 36,4 milhões em saídas e o FETH, da Fidelity, com US$ 11,6 milhões.






