O bitcoin (BTC) opera perto de US$ 67,7 mil nesta última quarta-feira (18/02), em um ambiente de cautela nos mercados globais. Na Ásia, bolsas recuaram levemente antes de novos dados econômicos dos Estados Unidos e de falas de dirigentes do Federal Reserve, o que reforçou o compasso de espera no apetite por risco.
Além disso, na avaliação de André Franco, CEO da Boost Research, o dia carrega um tom de neutralidade para o curto prazo. “O Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 67.700, tem uma expectativa de curto prazo neutra”, afirmou o especialista no comentário enviado ao BP Money.
O que o mercado está precificando agora
A leitura dominante combina três peças: cautela nas bolsas, dólar estável e ausência de um choque macro. Esse trio costuma reduzir a chance de “corrida” para risco, mas também limita uma liquidação mais pesada.
Franco resume a dinâmica: “O ambiente de cautela nos mercados tradicionais reduz a probabilidade de fluxos agressivos para ativos de risco”. Ao mesmo tempo, ele destaca que o quadro não aponta para pânico: “mas também não indica um cenário de aversão intensa que provoque liquidações adicionais”.
Faixa do dia: por que US$ 67 mil a US$ 70 mil virou o corredor
Com o mercado aguardando gatilhos mais claros, a consolidação ganha força. “A estabilidade do dólar e a ausência de um choque macro relevante sugerem que o BTC deve permanecer em consolidação na faixa entre US$ 67.000 e US$ 70.000”, diz André Franco.
Então, o principal catalisador vem da agenda dos EUA. Investidores aguardam sinais do Fed e dados de inflação, que podem mexer com juros e dólar, e, por consequência, com cripto.
Além do preço: 3 notícias que mexem com o ecossistema
A Bridge, empresa de infraestrutura de stablecoins comprada pela Stripe por US$ 1,1 bilhão, recebeu aprovação condicional do OCC para estabelecer um national trust bank nos Estados Unidos. O movimento reforça a tendência de stablecoins ganharem espaço dentro de um arcabouço federal.
2) Dragonfly capta US$ 650 milhões mesmo com humor frio
A Dragonfly Capital levantou US$ 650 milhões para seu quarto fundo e manteve foco em infraestrutura, stablecoins, tokenização e pagamentos on-chain, de acordo com o CoinDesk. A mensagem é simples: parte do capital segue ativa, mesmo sem euforia.
3) Reino Unido sofre pressão por regras mais rápidas
No Reino Unido, o CEO da Agant, Robert Kopitsch, criticou a lentidão regulatória e alertou para o risco de fuga de capital e talentos. O tema importa porque regulações claras costumam reduzir incerteza para empresas e investidores.
O que acompanhar hoje
- Ata do Fed e falas de dirigentes: qualquer mudança no tom sobre juros tende a mexer com risco global.
- Dólar e juros longos: se o dólar ganhar força, o BTC pode sentir. Se perder, o cripto respira.
- Noticiário de stablecoins: avanços regulatórios podem melhorar o “piso” do setor no médio prazo.






