A Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) estuda incluir o calor extremo como uma categoria específica nos testes de estresse aplicados aos bancos da região. A medida busca avaliar de forma mais precisa como eventos climáticos severos podem afetar a capacidade das instituições financeiras de absorver perdas e manter a estabilidade do sistema bancário.
Segundo a EBA, o calor intenso vem sendo cada vez mais reconhecido como um risco climático relevante para a economia. Ondas de calor podem reduzir a produtividade do trabalho, prejudicar a produção agrícola, elevar a demanda por energia e comprometer o desempenho de diversos setores econômicos, aumentando o risco de inadimplência nas carteiras de crédito dos bancos.
A iniciativa faz parte da estratégia dos reguladores europeus para incorporar os impactos das mudanças climáticas à supervisão financeira. O continente é o que mais aquece no mundo, e eventos climáticos extremos já provocaram prejuízos superiores a 200 bilhões de euros entre 2021 e 2024, segundo estimativas de órgãos europeus. A nova metodologia deverá medir o grau de exposição dos bancos a perdas decorrentes de ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas.
Caso seja implementada, a mudança representará um avanço na integração dos riscos climáticos aos testes de resiliência do sistema financeiro europeu. Reguladores avaliam que compreender os impactos econômicos do calor extremo é fundamental para fortalecer a capacidade dos bancos de enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e preservar a estabilidade financeira da região.






