O dólar interrompeu o ritmo de ganhos com continuidade do apetite a risco local e alívio nas tensões geopolíticas.
Nesta última quinta-feira (15), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3681, com queda de 0,61%.
O movimento destoou da tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,19%, aos 99,321 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O cenário geopolítico seguiu como um dos focos de atenção dos investidores, em meio ao interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia e às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, ao Irã.
Anteontem (14), Trump afirmou que os planos para as execuções de manifestantes contra o regime aiatolá, no Irã, foram suspensos, sinalizando uma menor probabilidade de ação militar direta dos EUA contra Teerã.
Já nesta última quarta-feira (15), os EUA impuseram sanções a cinco autoridades iranianas acusadas de estarem por trás da repressão aos protestos.
Em um comunicado, o Departamento do Tesouro dos EUA informou que impôs sanções ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, bem como ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e aos comandantes das forças policiais, acusando-os de serem os arquitetos da repressão.
Além disso, o chefe da Casa Branca também disse que não tem planos de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA), Jerome Powell, em alívio as pressões recentes.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ainda disse que Trump deve tomar uma decisão sobre o indicado à presidência do Fed em breve.
Entre os dados, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram e, 9.000, para 198.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 10 de janeiro, segundo o Departamento do Trabalho norte-americano. Os economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.






