Os motoristas brasileiros sentiram o bolso pesar em fevereiro. Portanto, gasolina e etanol subiram nos postos. Além disso, alta ocorreu mesmo com corte da Petrobras.
O preço médio da gasolina avançou 0,16% na primeira quinzena. Assim, chegou a R$ 6,45 por litro. Entretanto, etanol disparou 2,36% para R$ 4,77.
Por que subiu se a Petrobras cortou?
A petroleira reduziu o preço da gasolina A em 5,2%. Portanto, valor nas refinarias caiu para R$ 2,57. Entretanto, consumidor não viu diferença no posto.
O ICMS anulou o benefício do corte. Assim, imposto estadual pressionou preços para cima. Além disso, outros custos na cadeia subiram.
“Custos logísticos e distribuição limitam o repasse”, explicou Renato Mascarenhas. Portanto, diretor da Edenred Mobilidade justificou a alta. Entretanto, consumidor não entende.
Etanol dispara mais ainda
O combustível renovável teve alta mais expressiva. Portanto, subiu 2,36% em apenas quinze dias. Assim, preocupa motoristas que optam por essa opção.
A entressafra da cana justifica o aumento. Entretanto, oferta menor pressiona valores. Por isso, tendência é de manutenção nos próximos meses.
“Período entre safras sempre eleva preços”, alertou Mascarenhas. Assim, fenômeno é esperado nesta época. Entretanto, intensidade surpreendeu.
A pesquisa da Edenred analisou 21 mil postos credenciados. Portanto, tem abrangência nacional representativa. Além disso, considera abastecimentos reais.
A gasolina comum está em R$ 6,45 em média. Entretanto, variação regional é significativa. Por isso, alguns estados pagam bem mais.
O etanol hidratado compete direto com gasolina. Assim, preço de R$ 4,77 ainda compensa. Entretanto, vantagem diminuiu nas últimas semanas.
Histórico de cortes da Petrobras
A estatal reduziu preços pela terceira vez seguida. Portanto, último corte aconteceu em 27 de janeiro. Além disso, houve redução em outubro de 2025.
O corte de outubro foi de 4,9%. Assim, somado ao de janeiro, chegou a 10%. Entretanto, consumidor viu pouco benefício.
A cadeia de distribuição absorveu boa parte da redução. Por isso, impacto no bolso foi limitado. Entretanto, Petrobras cumpriu seu papel.
O imposto estadual teve papel crucial na alta. Portanto, anulou praticamente todo o corte. Assim, governos arrecadaram mais.
Estados ajustam ICMS conforme necessidades fiscais. Entretanto, impacto recai sobre consumidor final. Por isso, gera reclamações constantes.
A discussão sobre redução do ICMS segue acalorada. Assim, governo federal pressiona estados. Entretanto, solução não aparece.
Dinâmicas regionais importam
Cada região tem características próprias de precificação. Portanto, Sul pode ter valores diferentes do Nordeste. Assim, logística explica variações.
Distância de refinarias afeta custos de transporte. Entretanto, competição local também influencia. Por isso, pesquisar compensa.
Alguns estados têm postos mais competitivos. Assim, motorista consegue economizar. Além disso, aplicativos ajudam na comparação.
A tendência é de estabilidade nos próximos dias. Entretanto, safra da cana pode aliviar etanol. Por isso, abril traz esperança.
A Petrobras não sinalizou novos cortes. Assim, preços devem se manter. Entretanto, cenário internacional pode mudar tudo.
Motoristas devem acompanhar preços semanalmente. Portanto, economia no abastecimento faz diferença. Assim, planejamento ajuda o orçamento.






