O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para o fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11), com preço-alvo de R$ 10,10 para as cotas, o que representa potencial de valorização de 10% frente ao último fechamento, de R$ 9,19.
Em relatório, os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira apontam que o FII negocia com desconto de 4% em relação ao valor patrimonial (P/VP), apresentando uma relação risco-retorno considerada “bastante atrativa”.
Para o curto prazo, a dupla estima que os ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), o que implicaria um dividend yield (DY) anualizado de 15,7% — acima da média de cerca de 10% observada no segmento de lajes comerciais.
Uma tese com gestão ativa
De acordo com o BTG, o TEPP11 tem uma tese de investimentos específica: adquirir participações relevantes em ativos corporativos classe B, promover melhorias operacionais, realizar benfeitorias, estreitar o relacionamento com inquilinos, elevar a ocupação e, posteriormente, desinvestir com captura de ganho de capital.
Em meio a essa estratégia, a principal movimentação foi a venda do edifício Condomínio São Luiz, em São Paulo, no início de 2024.
A operação gerou uma taxa interna de retorno (TIR) de 11% e R$ 9,34 por cota, além de ter contribuído para a redução da alavancagem — que caiu de 10% para 7,3% do patrimônio líquido (PL) naquele momento.
“Na nossa visão, o retorno atrativo na venda de um dos principais ativos de sua carteira reforça a capacidade de execução pela equipe de gestão, mesmo em um ciclo marcado pela pandemia e pelas mudanças expressivas geradas pelo home office no setor de lajes”, escreveram os analistas.






