Você sabe para onde vai o dinheiro que você investe? Isso deveria importar? Existem opções de investimento rentáveis que ainda geram impacto positivo no mundo?
Nos últimos anos, a agenda ESG, as mudanças climáticas e a crescente influência dos negócios aumentaram em todo o Brasil.
Um estudo, realizado pela Pipe.Social e Quintessa, é realizado bienalmente desde 2017 e traça o perfil de empreendedores e empresas do país. Na última edição da pesquisa participaram 1.011 empresas e mais de 11 mil empreendedores.
Os números mostram que a maioria das empresas (58%) ainda está sediada na região Sudeste. No entanto, o impacto que geram está presente a nível nacional. A atuação dessas empresas é de 59% no Sudeste; 37%, no Nordeste; 37%, no Sul; 30%, no Centro-Oeste; e 28%, no norte.
Afinal, o que são investimentos de impacto?
Investimentos com impacto social e ambiental mensurável buscam não apenas retorno financeiro, mas também ações que causem impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Dessa forma, englobam não só iniciativas voltadas para questões socioambientais, mas também projetos de empresas, fundações, institutos e governos que visam combinar lucro financeiro com a capacidade de gerar impacto social positivo que possa ser quantificado.
Apesar de haver técnicas estabelecidas para avaliar o rendimento financeiro desses investimentos, diferentes estratégias têm sido empregadas para mensurar o impacto social e ambiental.
Uma nova perspectiva, que vem ganhando destaque, é fundamentada em critérios de extrema importância para a eficácia do projeto e com a verificação de valor agregado, ou seja, a avaliação não só do impacto do projeto em si, mas também do que teria ocorrido com o público-alvo sem o aporte.
Qual é a diferença entre investimento de impacto, filantropia e ESG?
O INVESTIMENTO DE IMPACTO é voltado para empresas de impacto que têm como foco principal produtos e serviços voltados à solução de problemas socioambientais, proporcionando ao investidor retornos financeiros e socioambientais mensuráveis.
FILANTROPIA refere-se geralmente a transferências e doações a entidades beneficentes e projetos sociais, ambientais e culturais realizados por pessoas físicas, empresas ou instituições, sem a intenção de gerar retorno financeiro. No Brasil, quando essa transferência é realizada de forma estratégica, planejada, controlada e sistemática, também é chamada de Investimento Social Privado (PSI).
ESG é a sigla em inglês para “Ambiental, Social e Governança”. O investimento ESG considera como os factores ambientais, sociais e de governação são integrados nas práticas empresariais para mitigar riscos e minimizar os impactos externos das actividades empresariais.
Enquanto o ESG visa reduzir e mitigar riscos sociais, ambientais e de governança, o investimento de impacto concentra-se em soluções com impacto mensurável que gerem retornos ambientais positivos.
Pilares do modelo de medição dos investimentos de impacto
São dois pilares:
- Indicadores que têm elevada relevância para medir o impacto do projeto;
- Comparação com grupos de controle similares que não foram contemplados pelo investimento.
Adicionalmente, já é possível desenhar instrumentos de mercado que multipliquem as iniciativas de sucesso comprovado.
Um bom exemplo é as chamadas Social Impact Bond e as Development Impact Bonds, que captam recursos de investidores para o patrocínio de projetos com impacto social. Nestes arranjos, com base em métricas de impacto, são estabelecidas metas que, quando atingidas, geram uma remuneração ou bônus para os investidores.
Desta forma, busca-se não apenas medir impacto, mas também estabelecer incentivos para que os gestores e investidores efetivamente gerem transformações positivas nas populações-alvo.
Que oportunidades estão disponíveis?
Existem muitas opções para quem quer investir em impacto e é fundamental que o investidor avalie qual caminho melhor se adapta às suas preferências:
INVESTIMENTOS DIRETOS
O investidor tem acesso direto à empresa de impacto em que pretende investir e todas as etapas do investimento são geridas entre o investidor e a empresa: seleção, acompanhamento e recrutamento.
INVESTIMENTOS DIRETOS PARA REDES
O investidor participa de grupos ou redes de apoio que organizam oportunidades de investimento em empresas de impacto, permitindo a troca de informações entre investidores e empreendedores. Exemplos: redes de investidores anjos.
Gostou do tema? Assista o quarto episódio do “PODCAST – BORA INVESTIR”, nesse episódio conversamos com Rafael Studart, um empreendedor desenrolado que uniu empreendedorismo e investimentos e vem transformado a realidade de muitas pessoas em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a redução de desigualdades sociais e reduzindo danos ambientais:






