O maior fundo de pensão do Canadá se juntou a um projeto que pretende produzir créditos de carbono com o plantio de mais de 100 espécies de árvores nativas em terras degradadas na Amazônia.
CPP Investments, que gere o plano de aposentadoria público do Canadá, investirá até US$ 30 mi em fundo da Mombak. Com investimento, projeto de reflorestamento alcança US$ 100 milhões.
O investimento do fundo de pensão canadense e um desembolso menor da Fundação Rockefeller levaram o primeiro fundo de reflorestamento da Mombak a atingir a meta de US$ 100 milhões, disse Fernandez. O fundo canadense também investirá US$ 500.000 na Mombak.
A startup está aproveitando uma mudança nos mercados de créditos de carbono voluntários, onde os compradores agora pagam mais por projetos que realmente removem carbono. Outro formato usado ofeceria compensações para quem evitar ações prejudiciais, como a derrubada de árvores existentes.
“O preço dos créditos de carbono subiu o suficiente para o negócio ganhar escala”, disse Fernandez em entrevista, acrescentando que a Mombak foca na venda de créditos para compradores sofisticados que não querem “nenhuma dúvida” de que a remoção de carbono ocorreu.
A empresa já realiza pré-vendas de créditos de carbono a mais de US$ 50 cada, um preço mais alto do que as atuais cotações nos mercado de créditos voluntários.
O fundo também conta com AXA IM Alts e Bain Capital Partnership Strategies entre os investidores. Os compradores finais, não os investidores, utilizam os créditos para compensar suas emissões.
“Esperamos que o valor dos créditos de remoção de carbono de alta qualidade, verificáveis e baseados na natureza, como os produzidos por meio do Fundo de Reflorestamento da Amazônia, continue a aumentar”, disse Bill Rogers, chefe global de energias sustentáveis do CPP Investments, como o fundo de pensão canadense é conhecido.
Fonte: Paula Sambo/Bloomberg Línea






