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Guerra no Irã: especialista orienta sobre como resguardar seus investimentos

Carla Santiago por Carla Santiago
9 de março de 2026
em Meu Dinheiro
Guerra no Irã: especialista orienta sobre como resguardar seus investimentos

Reprodução

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A guerra chegou aos mercados antes de chegar às manchetes. Quando conflitos armados eclodem, os primeiros a sentir são os investidores e o brasileiro não escapa, mesmo estando longe do campo de batalha.

Para ajudar a navegar nesse cenário, Rodrigo Lopes, CEO Global do Grupo RPX e especialista em importação empresar,ial, explica como as guerras afetam os mercados e o que fazer com seu dinheiro nesse momento.

A primeira reação do mercado: cautela e fuga para o seguro

Conflitos armados ou disputas internacionais costumam provocar movimentos bruscos. A reação inicial é sempre de cautela. Portanto, investidores reduzem posições mais arriscadas e buscam abrigo em ativos mais seguros.

“É comum observar queda nas bolsas, valorização do dólar e alta de commodities estratégicas, como petróleo e ouro”, explica Lopes. Após esse impacto imediato, os preços passam a refletir as consequências econômicas concretas do conflito.

Quais ativos sobem durante a guerra?

Alguns ativos funcionam como proteção natural em períodos de instabilidade. Veja os principais:

Ouro: é a reserva de valor mais tradicional em momentos de incerteza. Historicamente, sobe quando o medo aumenta.

Dólar: permanece como a principal moeda de referência global. Por isso, tende a se fortalecer quando os investidores fogem do risco.

Petróleo Brent: valoriza principalmente quando a tensão envolve regiões produtoras ou rotas estratégicas de energia como o Estreito de Ormuz.

O impacto chega ao Brasil por três caminhos

Para o investidor brasileiro, os efeitos chegam por três canais principais: câmbio, commodities e movimentação de capital internacional.

Em períodos de instabilidade global, o dólar sobe. Consequentemente, os preços internos sobem junto e as importações ficam mais caras.

Por outro lado, companhias exportadoras de recursos naturais podem sair ganhando. Afinal, vendem em dólar e se beneficiam diretamente da alta das matérias-primas. “Dessa forma, acontecimentos externos acabam influenciando diretamente a rentabilidade das carteiras locais”, afirma Lopes.

Crise é só perigo ou também tem oportunidade?

Segundo o especialista, as duas coisas. Situações de tensão, exigem prudência, mas também abrem espaço para ganhos.

Movimentos abruptos muitas vezes provocam distorções temporárias nos preços. Assim, setores ligados a energia, mineração e commodities costumam apresentar desempenho superior em determinados episódios de crise.

“Investidores que mantêm disciplina e visão de prazo mais longo conseguem identificar oportunidades justamente quando a volatilidade aumenta”, reforça Lopes.

Guerra na bolsa, quem ganha quem perde?

Na Bolsa, o impacto não é igual para todos os setores. Entender essa diferença é essencial para tomar boas decisões.

Tendem a ganhar: companhias ligadas a commodities e energia. Quando os preços internacionais dessas matérias-primas sobem, essas empresas se beneficiam diretamente.

Tendem a sofrer: setores dependentes do consumo doméstico. Varejo e bens duráveis são sensíveis ao aumento da inflação, à elevação de juros e à perda de confiança na economia.

O maior erro que o investidor comete em tempos de guerra

A resposta de Lopes é direta: reação impulsiva.

Decisões tomadas com base no medo ou em manchetes levam o investidor a vender ativos em momentos desfavoráveis. Além disso, muitos abandonam estratégias consistentes justamente quando mais precisariam mantê-las.

“Manter diversificação, controle de risco e perspectiva de longo prazo costuma ser uma postura mais adequada”, orienta o especialista. Afinal, crises e tensões internacionais fazem parte do funcionamento normal dos ciclos econômicos não são exceções.

Tags: dinheiro

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