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Ontem, terça-feira (13), foi divulgado o resultado atualizado da inflação Americana com os dados de Maio (o chamado CPI – Consumer Price Index). No resultado acumulado dos últimos 12 meses, o aumento dos preços ao consumidor foi de 4%, que é animador por estar abaixo do esperado pelo mercado, de 4,3%.
Esse dado era muito agurdado, pois é um dos principais Indicadores Econômicos utilizados pelo FED (Banco Central Americano) para a tomada de decisões da taxa básica de juros do país, atualmente em 5,25%.
O CPI recém divulgado reforça a expectativa do mercado de manutenção da taxa de juros pelo FED, uma vez que o discurso de seu presidente Jerome Powell tem sido de interrupção do ciclo de aperto monetário. Por outro lado, os 4% nos últimos 12 meses ainda estão abaixo dos 2,5% que é a meta de inflação do mandato atual.
Hoje, o mercado estará atento muito mais ao discurso de Jerome Powell que poderá ditar a precificação por parte do mercado de quando serão iniciados os cortes de juros no país. Alguns outros elementos complicam ainda mais a posição do FED que é a pressão política e social para que o corte seja feito versus o compromisso de alcançar a meta de inflação.
Apesar da animação sobre o resultado da inflação, ela está muito impactada ainda pela queda no custo de energia que foi de -3,6% apenas no mês de Maio, e -11,7% nos últimos 12 meses. Portanto, levando em conta o índice que exclui itens voláteis como o caso de energia, a inflação de Maio/23 foi de 0,4%, acima dos 0,3% esperado pelo mercado.
Essa análise vem em linha com outros dados como gasto dos consumidores, taxa de desemprego, renda pessoal, entre outros dados econômicos que seguem demonstrando uma economia forte e aquecida. Esse normalmente não é um bom contexto de redução de juros, pois a inflação tenderia a se descontrolar muito rapidamente.
Levando em consideração todos esse fatores, é muito improvável que tenhamos cortes de juros já nas próximas reuniões. Talvez isso só ocorra após uma desaceleração real e consistente da atividade econômica do país, como aumento do desemprego ou recessão econômica.






