O IPCA é um dos mais importantes indicadores de inflação do Brasil. Criado em 1979, seu objetivo é medir as variações de preços de uma gama de produtos e serviços comumente vendidos e consumidos por famílias brasileiros.
A abreviatura significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo. O índice abrange 90% das pessoas em áreas urbanas de todo o país, razão pela qual é descrito como “amplo”. Os resultados do cálculo mostram se os preços médios aumentaram, diminuíram ou permaneceram estáveis de um mês para o outro.
O IPCA acumulado é a variação da inflação em um determinado período. O IBGE normalmente se concentra em métricas acumuladas ao longo de um período de doze meses. Essa acumulação pode ser usada como referência para investimentos e reajustes salariais, logo que a inflação deve ser evitada primeiro para garantir a rentabilidade e, em segundo lugar, para suprir as necessidades diárias das famílias brasileiras.
Cálculo do IPCA
De acordo com dados do IBGE, as categorias incluídas na pesquisa referente ao IPCA são:
| Categoria | Peso (%) |
| Artigos de residência | 3,8 |
| Vestuário | 4,2 |
| Comunicação | 5,2 |
| Educação | 5,5 |
| Despesas pessoais | 9,8 |
| Saúde e cuidados pessoais | 12,3 |
| Habitação | 16,1 |
| Alimentação e bebidas | 20,6 |
| Transporte | 21,9 |
Esses segmentos são divididos em mais 400 subcategorias, e abrangem famílias com renda entre 1 a 40 salários mínimos. Os pesos das regiões em que cada família mora são:
| São Paulo (32,3%) | Belo Horizonte (9,7%) | Goiânia (4,2%) |
| Rio de Janeiro (9,4%) | Salvador (6,0%) | Campo Grande (1,6%) |
| Belém (3,9%) | Vitória (1,9%) | Brasília (4,06%) |
| Fortaleza (3,2%) | Curitiba (8,1%) | |
| Recife (3,9%) | Porto Alegre (8,6%) |
Segundo o IBGE, a base para seleção dos produtos e serviços que compõem a curva de consumo do IPCA (e cálculo do índice a partir de seus preços) é a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Isto determina quais os itens que as pessoas mais consomem e que proporção do rendimento familiar vai para cada item.






