A Moove, fabricante de lubrificantes da Cosan, pretende vender ações em sua estreia na Bolsa de Nova York (Nyse) a uma faixa de US$ 14,50 a US$ 17,50 por papel. A companhia vai ofertar 25 milhões de ações, conforme comunicado enviado hoje ao mercado. A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) poderá movimentar US$ 437,5 milhões, se o preço sair no teto na faixa indicativa.
Desse total, 6,25 milhões de papéis correspondem à venda primária, com os recursos direcionados para a própria empresa. O restante pertence à Cosan e à CVC Capital Partners. O IPO será o primeiro de uma empresa brasileira no mercado americano desde o fim de 2021, quando o Nubank estreou também na Nyse.
A receita no período de janeiro a junho foi de R$ 5,02 bilhões, 1,6% menor na comparação com igual período de 2023. No ano passado, a receita da Moove somou R$ 10,1 bilhões. A companhia foi criada após a aquisição pela Cosan dos ativos de fabricação e distribuição de lubrificantes da ExxonMobil no Brasil em 2008 e atende clientes de setores como o automotivo e de aviação.
A principal fábrica da Moove fica no Rio de Janeiro, com capacidade de produção anual de aproximadamente 400 milhões de litros, mas a empresa também tem plantas em São Paulo. Lá fora, mantém fábricas no Reino Unido e nos Estados Unidos.
No prospecto, a Moove diz que o “investimento contínuo em ativos físicos, incluindo fábricas, capacidade de transporte, sistemas de tecnologia da informação e a expansão da rede de centros de distribuição é uma vantagem competitiva”.
A oferta está sendo feita por um grupo de subscritores que é constituído pelo J.P. Morgan, BofA Securities, Citigroup, Itau BBA, BTG Pactual e Santander, que atuam como coordenadores globais, e Goldman Sachs, Jefferies e Morgan Stanley que atuam como joint bookrunners.






